segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Jogos Negociais

O Ministério da Educação enceta agora algumas negociações. A ministra mostra-se disposta a desburocratizar o processo de avaliação dos docentes. E os sindicatos, como poderão reagir a esta ou outras aberturas?

Maria de Lurdes Rodrigues está a fazer o seu papel, seguindo à letra o que dizem os manuais. Tal como aconteceu após a manifestação de Março, embora não ceda em aspectos essenciais, procurará a todo o custo algum acordo com os sindicatos. Tal permitir-lhe-á ganhar tempo e eventualmente calar os sindicatos deslegitimando-os perante um classe docente a transbordar de descontentamento.

O problema é que os sindicatos já cairam nesse jogo uma vez e só por milagre não se queimaram seriamente perante aqueles que representam. Com o descontentamento que prolifera nas escolas, os sindicatos encontram-se em posição de rejeitar qualquer entendimento (por mais razoável que seja) que não preveja a suspenção imediata do processo de avaiação. O presente momento político assim o determina...

3 comentários:

  1. sabes qual é a minha opinião, mas mais uma vez acho que os sindicatos estão a fazer exactamente o contrário do que deviam. Agora ver o mínimo que a ministra aceita e depois aconselhar os professores.

    é que eles correm o risco de a maioria da população os ver como lordes gananciosos... já não é assim tão pouca como isso...

    mas o que eu queria mesmo era que não dessem notas... mas isto digo eu que gosto é de festa... :D

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  2. Os sindicatos agora não vão concordar com nada.

    Aliás vamos entrar em ano de eleições e o PC e o BE querem extremar posições!

    O PC no que respeita aos sindicatos e o BE mo que toca as "plataformas autónomas" jamais deixarão que se chegue a acordo.

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  3. Meu Caro,
    Os professores agora só pensam numa coisa: em derrubar a ministra.
    Quem vive o quotidiano de uma escola sabe o desassossego que ali reina. Há como que uma obcessão pela ministra e pela avaliação. É tudo mau, é tudo péssimo. Já não há pachorra!
    Acabei de vir de uma reunião de um Conselho Geral Transitório de uma escola secundária e ainda não estou em mim.
    Os professores parece quererem boicotar tudo o que tem, ou pode vir a ter, com a sua avaliação.
    É impressionante!
    Eu, como Representante da Comunidade neste Conselho estou indignado.
    A escola ao abrir-se à comunidade está a mostrar a pouca qualidade e formação dos seus docentes, mais preocupados com o seu estatuto pessoal e corporativo do que com a escola, os alunos e a comunidade onde se inserem.
    A sua força vem apenas do número e não da razão.
    Pelo que venho assistindo, esta postura será, mais tarde ou mais cedo, fatal à classe.
    Pena perdermos tanto tempo e recursos nesta teimosia insana.
    Cada vez me convenço mais que a ministra tem razão.
    Por motivos óbvios não me identifico.
    Obrigado

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