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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Os “Pontas de Lança” de Ferreira Leite

Marcelo Rebelo considerou ontem Jaime Silva como “o maior incompetente do mundo”. Caracterizou-o também como “uma nulidade”. Ferreira Leite tem razões para estar satisfeita. Contrariamente às anteriores direcções do PSD, beneficia de uma rede de poderosos opinion makers que a apoiarão até ao fim.

A profundidade das críticas do normalmente cordial Marcelo a Jaime Silva são sintomáticas a este respeito. Mas, lado a lado com Marcelo, Ferreira Leite beneficia também do apoio de indomável Pacheco Pereira, quer na Quadratura do Circulo, quer nas suas crónicas do Público. Estes dois pontas de lança formam uma dupla de ataque invejável para qualquer líder partidário.

Mas Ferreira Leite possui ainda um meio campo bastante seguro. Morais Sarmento na TSF, Ângelo Correia na SIC Noticias, só para citar alguns nomes de referência. Há muito que uma direcção social-democrata não beneficiava de uma “rede de ataque” na comunicação social tão apetecível. Santana não a teve, Marques Mendes também não e Luis Filipe Menezes viu estes atacantes do partido marcarem golos na própria baliza… Ferreira Leite tem razões para estar satisfeita.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Inferno

Depois da operação, nenhum edifício do Hamas ficará em pé em Gaza”, afirmou o general Harel o chefe-adjunto do Estado-Maior israelita. “Esta operação é diferente das anteriores. Pusemos a fasquia muito alto a vamos nessa direcção”, acrescentou. “Não atingimos apenas os terroristas e os lança-morteiros, mas também o conjunto do Governo do Hamas. Visamos edifícios oficiais, as forças de segurança, e responsabilizamos o Hamas por tudo o que se passa, sem distinguir entre as suas diferentes ramificações” (Público, 29/12/2008)

Eis em todo o seu explendor o pior da mentalidade sanguinária e belicista que em Israel existe. Destruindo também edificios oficiais e das forças de segurança, o que restará em Gaza? O inferno, pouco mais do que o inferno... Admirem-se depois que o inferno lançe rockets e mártires contra Israel...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O espectáculo já começou

Hoje o Parlamento teve direito à primeira troca dura de palavras entre Pacheco Pereira e Sócrates. E parece que nenhum deles desiludiu. Pacheco Pereira foi igual a si mesmo, montando conspirações de forma fervilhante. Sócrates respondeu no seu estilo normal de ataque pessoal, considerando que o seu interlocutor lança suspeições de "forma doentia". Nada de novo, portanto.

sábado, 17 de abril de 2010

Cartada contra a Privatização dos CTT


imagem-cartada.jpg

A ATTAC Portugal lança na próxima quinta-feira, dia 22, uma campanha intitulada “Cartada contra a Privatização dos CTT”. O lançamento ocorrerá na Estação de Correios dos Restauradores (Lisboa), pelas 18:15/18:30 em formato de Flash Mob, convidando-se todos os interessados a participar na iniciativa a escrevendo uma carta ou um postal ao Primeiro-ministro a comentar a sua intenção de privatizar os correios.

Entretanto, todos estão convidados a enviar cartas para o email cartadactt@gmail.com . Com a autorização dos autores, algumas das cartas e postais serão publicadas no blog da campanha – www.correiopublico.net

A ATTAC Portugal apela a todas e a todos que se associem a esta campanha, que enviem a vossa carta ou o vosso postal e que contribuam para dinamizar um grande movimento de indignação contra a privatização dos CTT.

Site da Campanha: www.correiopublico.net

Aparece na estação dos CTT nos Restauradores (Lisboa) na próxima quinta-feira às 18h15, para enviar um postal ou carta ao Primeiro-Ministro!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A sondagem da Marktest

No que diz respeito aos dados propriamente ditos, destaca-se a subida do PS, o que faz sentido tendo em conta o rumo da campanha nestes últimos tempos. Mas a suposta queda vertiginosa do Bloco [que na última sondagem da Marktest tinha 16% (???)] lança algumas dúvidas quanto à fiabilidade dos dados.

Por outro lado, atenção que a suposta dinâmica vitoriosa do PS nesta recta até pode não ser tão agradável aos socialistas quanto isso. A abstenção e sobretudo a queda do argumento do voto útil pode voltar a complicar-lhes as contas no dia 27.
(Imagem: JLMurphey)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Alerta Laranja

Do congresso do passado fim-de-semana destacou-se sobretudo a realidade paralela em que vive o partido laranja. O PSD vê um país que ninguém vê, aponta milagres que ninguém vislumbra e lança foguetes sem que ninguém perceba porquê. Um bando de loucos, portanto, que se reuniu no Coliseu. Mas mais do que a insanidade eufórica que por aquelas bandas andou, é sim preocupante a leveza com que puderam assumir publicamente a sua loucura. É sim preocupante o grande à vontade sorridente com que se apresentaram ao país e gritaram vitória. Sem grandes rodeios, sem falsas humildades, e com maior ou menor loucura, todos vimos um PSD triunfante, seguro de si e dos seus feitos no país.

Todo este cenário é alarmante. Quando um Governo assumidamente austeritário se apresenta tão otimista e tão cheio de vitalidade três anos depois de ter iniciado a sua sova ao país, algo vai mal. Com Portugal feito em cacos, com todos os indicadores a demonstrarem que bateu no fundo, sem qualquer reforma estrutural conseguida, assistimos mesmo assim a uma maioria com ar vitorioso e pronta para a batalha que se segue.

E o otimisto é tanto que até se dão ao luxo de cometer erros de casting grosseiros. O regresso de Relvas é um bom exemplo a este respeito. Mesmo sabendo todos os danos que tal opção lhe traria, Passos não teve grandes problemas em assumir perante o país a falta que sentia do seu velho amigo. E se o fez, é porque está certo que tem margem para tal e que o risco compensa.

O congresso do PSD deve fazer soar na oposição um forte alerta laranja. É que apesar das sondagens apontarem para uma derrota da maioria nas Europeias, os números já foram mais tranquilizadores a este respeito. Como é possível que, nas eleições tipicamente mais propensas a votações de protesto, a esquerda consiga a proeza de deixar fugir um excelente resultado?

Podem naturalmente ser encontradas explicações mais estruturais a este respeito. Destaque para a velha e paradoxal tendência dos eleitores votarem tipicamente mais à direita em momentos de crise económica. De qualquer modo, para lá das explicações estruturais ou exógenas, a esquerda, toda a esquerda, pode e deve refletir sobre como é possível não estar a agarrar consistentemente a vaga de descontentamento que varreu o país nos últimos anos. Como é possível que, em última análise, a presente maioria continue tão sorridente?

Artigo publicado na 6f no Esquerda.net

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Até tu, Pachecus?!?

Depois de ter recebido umas lições chatas de Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a vez de Pacheco Pereira lançar as primeiras criticas a Ferreira Leite. E agora, Manuela? O cenário começa a complicar-se.
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A candidatura de Santana a Lisboa volta a estar no meio dos desentendimentos. Pacheco Pereira considerou-a um “péssimo sinal”, afirmando ter sobre este assunto “uma opinião profundamente negativa”. As críticas em torno da candidatura de Santana parecem tão fortes que o assunto foi retirado da agenda da reunião de ontem da Comissão Política.
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No espaço uma semana, Ferreira Leite recebeu fortes recados dos seus dois principais “pontas de lança” na comunicação social. Entretanto, nota-se que o seu estado de graça já terminou entre os principais opinion makers da praça. É bem possível que, a partir de agora, se gere um efeito bola de neve a exigir um congresso no princípio do ano. O cenário de Ferreira Leite não chegar às legislativas começa a ganhar consistência…

quinta-feira, 2 de maio de 2013

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Passatempo: “Sócrates é o Pinócrates. E Ferreira Leite é o quê?”


A JSD lançou agora uma campanha muito divertida chamando Sócrates de “Pinócrates”. Muito engraçado, sem dúvida. Aproveitando a onda de evocação de figuras do nosso imaginário juvenil, o Activismo de Sofá lança o seguinte passatempo:


Recebemos já algumas sugestões:
a) A bela adormecida (vitorcunha)
b) Uma das irmãs da gata borralheira (Siglota_Bolota)
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Mas queremos mais! Não deixe de participar neste “tão engraçado” passatempo! Deixe a sua sugestão na caixa de comentários abaixo. Ou divulgue no seu blog. Convide os seus amigos! ;)

quinta-feira, 13 de março de 2008

No meio da Crise, o Azul da Esperança

Num momento em que o PSD enfrenta uma das crises mais latentes dos últimos tempos, Menezes lança as bases do novo partido, com direito a um fundo azul no logótipo e tudo.

Mas, para além da nova imagem, a sessão contou também com alguns anúncios. Importa destacar que, menos de uma semana depois de ter afirmado que o PSD ainda não merecia ser governo, Luis Filipe Menezes sublinhou ontem que o seu partido “já ganhou o estatuto e a credibilidade de poder acreditar na vitória”.

Bem… Os Portugueses ficaram certamente mais descansados por saberem que, numa semana em que o PSD se encontra em quase tumulto interno, o seu líder está cada vez mais convicto com a vitória final.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lamentável e Muito Grave

A declaração de ontem de Cavaco Silva foi lamentável (ver na integra aqui). Certamente ficará para a história por essa mesma razão. Ao mesmo tempo que se diz ofendido pelos ataques de que foi alvo, a Presidência lança poderosas acusações contra o partido do Governo.
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Esqueceu-se de esclarecer ou justificar porque não falou antes ou como é que alguém que trabalha consigo há décadas usou sem pestanejar o nome da Presidência da República em vão.

E sintomático da atrapalhação presidencial foi a forma como, de inexplicável, volta a lançar suspeita sobre a segurança dos computadores da Presidência. Como se tal estivesse minimamente relacionado com o caso. Enfim…

Não terá sido certamente a primeira vez que a Presidência e o Governo conspiram um contra o outro. Mas desta vez a Presidência foi apanhada em flagrante a tentar apunhalar o Governo. Atrapalhou-se e geriu pessimamente os timings de justificação do seu acto.
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Como se tal não bastasse, age agora de forma infantil negando que tinha um punhal, dizendo-se ofendida e apontando o dedo aos outros, os malandros que pressentiu que a estavam a atacar… É triste. E é sobretudo muito grave.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Desferiado na Loja


No Sábado houve direito a entrevista com manchete no i. Ontem foi anunciado o acordo com Sá Fernandes. Hoje lança a sua candidatura e dá uma grande entrevista na SIC. Não está mau. António Costa está em força. Eleições à porta, "desferiado" na loja.
(Imagem: 31 da Armada)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Corporativismo que até nos deixa tontos

O corporativismo do Bastonário dos Ordem dos Médicos é algo sem paralelo. Sempre que se lança qualquer medida para contrariar a falta de médicos em Portugal, seja contratando estrangeiros, seja abrindo novos cursos ou novas vagas nos cursos existentes, Pedro Nunes vem a público dizer que não existe falta de médicos em Portugal e que tais medidas vão contribuir para o desemprego futuro da classe...

Como se médias de 18 valores de entrada nas faculdades de medicina fossem normais, como se fosse normal não existirem médicos em meios mais pequenos de todo o país, como se fosse normal uma profissão onde quem possui apenas um emprego é uma excepção, como se fosse normal um meio onde o profissional praticamente consegue escolher onde quer trabalhar pois quase todos o aceitarão.
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As declarações do bastonário dos médicos chegam a ser insultuosas para o país e são uma vergonha para a classe. E é lamentável que a Associação de Estudantes de Medicina pareça estar a seguir os ensinamentos do bastonário.
(Imagem: 1º Congresso Virtual de Medicina Geral e Familiar)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A síndrome do jovem sem vícios

Alguns estranhamente vêem em Passos Coelho uma personagem nova nestas lides que poderá trazer uma lufada de ar fresco ao partido. Alguém que poderá mudar, alguém sem maus vícios, como ontem se referia no 31 da Armada (não estou a conseguir encontrar a referência agora).

Outros, como seria de esperar, temem precisamente essa imagem clean do jovem sem vícios, que diz tudo certo na altura certa, que não joga baixo, que aparece sempre penteado e a sorrir, que lança livros e não tem nada de polémico. Passos surge então com o problema de não ter problema nenhum. No fundo, alguém que ou é muito dissimulado ou que tem efectivamente pouco sal.
(Imagem: Dark Messiahs)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Inevitável é Inviável: Manifesto dos 74 nascidos depois de 74





Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.

O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida. Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar. Infelizmente, algum caminho já foi trilhado, ainda que na penumbra. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação. Estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista, esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta na imposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.

Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!


Alexandre de Sousa Carvalho – Relações Internacionais, investigador; Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo; Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação; Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural; André Avelãs – artista; André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento; António Cambreiro – estudante; Artur Moniz Carreiro – desempregado; Bruno Cabral – realizador; Bruno Rocha – administrativo; Bruno Sena Martins – antropólogo; Carla Silva – médica, sindicalista; Catarina F. Rocha – estudante; Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária; Catarina Guerreiro – estudante; Catarina Lobo – estudante; Celina da Piedade – música; Chullage - sociólogo, músico; Cláudia Diogo – livreira; Cláudia Fernandes – desempregada; Cristina Andrade – psicóloga; Daniel Sousa – guitarrista, professor; Duarte Nuno - analista de sistemas; Ester Cortegano – tradutora; Fernando Ramalho – músico; Francisca Bagulho – produtora cultural; Francisco Costa – linguista; Gui Castro Felga – arquitecta; Helena Romão – música, musicóloga; Joana Albuquerque – estudante; Joana Ferreira – lojista; João Labrincha – Relações Internacionais, desempregado; Joana Manuel – actriz; João Pacheco – jornalista; João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos; João Rodrigues – economista; José Luís Peixoto – escritor; José Neves – historiador, professor universitário; José Reis Santos – historiador; Lídia Fernandes – desempregada; Lúcia Marques – curadora, crítica de arte; Luís Bernardo – estudante de doutoramento; Maria Veloso – técnica administrativa; Mariana Avelãs – tradutora; Mariana Canotilho – assistente universitária; Mariana Vieira – estudante de doutoramento; Marta Lança – jornalista, editora; Marta Rebelo – jurista, assistente universitária; Miguel Cardina – historiador; Miguel Simplício David – engenheiro civil; Nuno Duarte – artista; Nuno Leal – estudante; Nuno Teles – economista; Paula Carvalho – aprendiz de costureira; Paula Gil – Relações Internacionais, estagiária; Pedro Miguel Santos – jornalista; Ricardo Araújo Pereira – humorista; Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil; Ricardo Noronha – historiador; Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação; Rita Correia – artesã; Rita Silva – animadora; Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa; Sara Figueiredo Costa – jornalista; Sara Vidal – música; Sérgio Castro – engenheiro informático; Sérgio Pereira – militar; Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista; Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico; Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém; Tiago Ivo Cruz – programador cultural; Tiago Mota Saraiva – arquitecto; Tiago Ribeiro – sociólogo; Úrsula Martins – estudante