sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vou só ali (a Havana) e já venho...

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Até ao dia 7, o Activismo de Sofá vai gozar de umas saborosas férias. Até lá, é possivel que consiga ir postando algumas fotos e um ou outro texto diletante. A ver vamos. Hasta!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Culpas de parte a parte

A ruptura agora formalizada entre o BE e Sá Fernandes é apenas a consequência de um mal-estar que há muito se fazia sentir. E, à semelhança de muitos divórcios, torna-se difícil concluir quem foi o principal responsável.

O incómodo do BE relativamente à coligação de Lisboa fez-se sentir apenas três meses depois do executivo ter tomado posse. Para o efeito, basta lembrar este incidente na Assembleia Municipal em Novembro do ano passado em que se mostrou desde logo alguma desarticulação entre os deputados municipais do partido e o vereador eleito.

Em Março deste ano, para surpresa da opinião pública, Louçã anunciou que a coligação em Lisboa não se iria repetir em 2009. Importa sublinhar que na altura não foram invocadas quaisquer incompatibilidades com Sá Fernandes, mas sim que "os projectos políticos [do BE e do PS] nas legislativas, nas autárquicas e, enfim, na condução da política do país, estão em confronto”. Tal foi feito certamente sem grande articulação com o vereador, uma vez que este veio dizer pouco depois que Lisboa era um “caso em aberto”.

Nos domínios acima, o Bloco não esteve bem na condução de processos que, em última instância, deveriam ter sido melhor acordados com o vereador eleito. A partir de então, as tensões parecem ter-se multiplicado.
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Do lado de Sá Fernandes, a excessiva solidariedade para com o actual executivo municipal, em prejuízo do partido que apoiou a sua eleição, acabou por ditar o presente divórcio. Entre os incidentes mais relevantes, destaca-se o apoio do vereador à posição de Ana Sara Brito no caso das casas da CML. Mais recentemente, a acérrima defesa que Sá Fernandes efectuou sobre a questão do terminal de contentores de Alcântara, à revelia do posicionamento do partido, acabou por consumar a presente ruptura.

Neste contexto, as culpas deste divórcio repartem-se quase igualitariamente pelos “cônjuges”. Sá Fernandes deixou assim de ser o “Zé que faz falta” cuja eleição acalentou fortes esperanças junto de determinados sectores do eleitorado, para passar a ser uma desilusão (ver post de Miguel Portas). O Bloco, por seu turno, falhou a sua primeira grande experiência governativa. Um facto que, pelo seu simbolismo, não deverá ser menosprezado e cujas consequências reflectir-se-ão certamente no posicionamento futuro do partido.

Como é natural, nestas questões de divórcio, os primeiros indícios de lavagem de roupa suja começam a surgir (aqui, aqui e aqui). Enfim... Estranho seria se assim não acontecesse.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ao Serviço do Líder

O Público do passado Domingo destacou cinco páginas à importância que as questões de comunicação assumem para o primeiro-ministro. Um tema que não é novo, mas cujo conhecimento em Portugal apresenta-se ainda pouco explorado.

O Público destaca, em primeiro lugar, um artigo publicado na Análise Social (revista do Instituto de Ciências Sociais da UL) relativo à forma como Sócrates aprofundou severamente as preocupações de comunicação quando comparado com os anteriores secretários-gerais socialistas. O referido artigo, da autoria de Marco Lisi e denominado “Ao Serviço do Líder”, pode ser lido na integra aqui. Recomendo.

A peça do Público destaca ainda o misterioso mundo das empresas de comunicação que prestam serviços aos partidos e aos Governos. Relações pouco claras num domínio que, como é de senso comum, assume cada vez maior importância no combate político democrático. Para os interessados nesta temática, vale a pena a sua leitura (aqui, aqui e aqui).

Quem é esse tal de Dias Loteiro?

Cavaco Silva afirmou que recebeu ontem um tal de "Dr. Dias Loteiro"... Dias Loteiro??? Não estou a ver quem é... Alguém faz o favor de me explicar quem esse tal de Dias Loteiro? Verifiquem o segundo 20 do video abaixo.


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"Dias Loteiro" ou "Dias Doteiro"? Estou na dúvida e agradeço sugestões. Tal como disse ontem, anda tudo muito nervoso com esta questão do BPN... ;)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Anda tudo muito nervoso com o BPN... As trapalhadas sucedem-se

1 - O PS chumbou inexplicavelmente a audição de responsáveis do BPN na Assembleia da República por se tratar de um assunto no domínio da investigação criminal. Mas, pouco depois, deu o dito por não dito querendo ouvir o Procurador-Geral da República e até viabilizou no Domingo a comissão de inquérito.

2 - Dias Loureiro diz que se encontrou com António Marta e lhe manifestou preocupações com o BPN. O vice-presidente do Banco de Portugal já desmentiu a versão do ex-ministro, afirmando que o tom da conversa foi precisamente ao contrário.
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domingo, 23 de novembro de 2008

Uma séria nódoa no Cavaquismo

Cavaco rejeita qualquer ligação ao BPN, à excepção de um conta poupança que lá possui. O comunicado hoje emitido procura clarificar a sua situação no contexto de algumas tentativas da comunicação social em associá-lo ao banco que tantas linhas tem feito correr.

O presidente bem pode fazê-lo em termos formais, mas a associação de tantas figuras dos seus tempos de governação a um escândalo que ainda agora está no princípio, deixa inevitavelmente sombras sobre o seu legado de glória no PSD e no país.

Marco António Costa pode clamar que há uma tentativa em curso para assassinar politicamente a memória do cavaquismo. Feliz ou infelizmente, os factos têm falado por si quanto ao forte envolvimento de figuras cavaquistas em torno deste processo. E a única hipótese que o PSD e o próprio Cavaco têm de lavar a face e estancar esta hemoragia é querendo esclarecer o assunto até ao último pormenor.

Estes jovens são uma cambada de estúpidos...


«Hoje, estas entusiastas criancinhas, que nada têm para arriscar, batem-se por quê: por mais um computador em casa, um telemóvel de última geração, uma nova discoteca para enfiarem shots até cairem de borco? É certo que tinha razão relativamente ao regime de faltas. (...) De resto, que sabem eles do assunto para declararem que querem a demissão da ministra porque ela é “muito autoritária”? Apetece mandá-los para trabalhos forçados , a colherem tomate dobrados até ao chão ou apanharem ovos e limparem capoeiras – para saberem o que vale um ovo e o que vale um tomate.»
Miguel Sousa Tavares, o intelectual e romancista filho de uma poetisa e de um advogado, armado em homem do campo que sabe o que custa a vida, a falar sobre os jovens dos nossos dias (Expresso, 22/11/2008).

sábado, 22 de novembro de 2008

Google Books

Há já algum tempo que a forma como se faz investigação académica em Portugal mudou significativamente. A disponibilidade de informação online tem vindo a revolucionar estes domínios.

Ferramentas como a b-On (Biblioteca do Conhecimento Online) permitem há muito que a população académica possa aceder com um click a um manancial de papers académicos inimaginável há uma dúzia de anos atrás.

Motivado pela investigação que estou a fazer, só ontem percebi bem o potencial do Google Books (http://books.google.pt/). A plataforma disponibiliza online versões integrais de livros. Está ainda muito longe de cobrir as necessidades totais de uma investigação. No entanto, com dois ou três clicks, qualquer pessoa pode consultar na integra obras de referência recentes dos mais diversos domínios científicos.

Deixo aqui apenas três exemplos de obras na minha área que, tendo saído há pouco tempo, e possuindo um preço exorbitante, podem hoje ser consultadas na integra por qualquer pessoa:

- The Oxford Handbook of Political Institutions
- Estimating the Policy Position of Political Actors
- Patterns of Parliamentary Behavior

Confesso que me rendi à ferramenta. A pesquisa de títulos torna-se viciante. Investigar já não é o que era...

Ponto de vista...

“Eu até acho que o Dias Loureiro não devia ser demitido do Conselho de Estado pelas suspeitas de corrupção. Mas sim por ter confessado perante o país que não passa de um grandessissimo tótó, incompetente e distraído. Um perigo, portanto.”
Pedro S., um amigo meu na sequência da entrevista na RTP

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Eu não sabia de nada e não me considero rico...

Da entrevista de Dias Loureiro, destaco duas questões que achei interessantes. Em primeiro lugar o facto do ex-ministro dizer que não sabia de quaisquer irregularidades, não tendo sequer conhecimento da aquisição do Banco Insular.

Afirma que confiou em Oliveira e Costa e nas suas boas intenções. É estranho que um administrador de uma tão grande sociedade financeira consiga ser tão leviano e distraído. Aprovou relatórios de contas e tudo, mas não sabia de nada... Mas ok, presunção de inocência até ao fim.

O outro aspecto que gostava de sublinhar diz respeito às partes dispersas da entrevista em que se falou dos rumores sobre o enriquecimento abrupto de Dias Loureiro após ter sido ministro. Este afirmou no fim que não se considerava um homem rico.

Mas durante a entrevista ouvi-mo-lo dizer que: 1) quando deixou de ser ministro (1995) tinha “pouco dinheiro”; 2) teve depois uma fase em que fez “algum dinheiro” com uma empresa em Marrocos; 3) em 2000 ou 2001 (5 ou 6 anos depois de ter “pouco dinheiro”) investiu no BPN 1 milhão e trezentos mil contos, tendo depois reforçado o seu investimento em 300 mil contos (cito de memória). Comentários para quê?

Uma Escolha Inteligente



Obama une assim definitivamente o seu partido e vai buscar algum eleitorado que fugiu para McCain, ao mesmo tempo que, como dizia há pouco Rui Tavares na SIC Notícias, consegue alguém para fazer de "bad cop" na política externa.

Quando as cedências podem já não ser suficientes

A ministra recuou ontem, cedendo a algumas das reivindicações dos sindicatos. Não o fez por acaso. Fê-lo depois de duas gigantescas manifestações, depois das duas últimas semanas terem sido para esquecer, depois de um braço de ferro que não está a conseguir segurar.

Cedeu em diversos aspectos mas os sindicatos e a oposição já fizeram saber que tal não é suficiente. Será esta uma posição extremista dos sindicatos, tal como alguns já se apressaram a defender? Julgo que não. É sim uma posição natural.

O Ministério da Educação cedeu em alguns aspectos depois de se ter mantido inflexível durante muito tempo. Conseguiu com tal inflexibilidade um grande extremar de posições. Neste contexto, não me admira naturalmente o posicionamento dos sindicatos, que reflectem certamente a vastissima maioria da classe docente. Neste momento, em termos de balança de poderes, estão em clarissima vantagem. Conseguiram cercar o seu adversário. Porque haveriam de ser razoáveis?

Permitam-me um paralelismo extremo. Em princípios de 1944, os aliados já estavam largamente a ganhar a guerra. A Alemanha nunca se rendeu. Os aliados conseguiram então, a muito custo, chegar a Berlim. Acham que, na referida altura, faria algum sentido os alemães tentarem negociar o que quer que seja? Claro que não. A partir de determinada altura dos conflitos, a vitória incondicional torna-se o único objectivo da parte que se encontra em vantagem.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Eu posso ir ao fundo, mas vocês vêm todos comigo!

«Luís Filipe Menezes revelou ontem que vários membros da Comissão Política do PSD se demitiram na sequência da sua proposta de se avançar com um inquérito parlamentar à supervisão bancária e lembrou que, nessa altura, recebeu “críticas ameaçadoras”, algumas das quais de “alguns ex-ministros que não queriam que avançasse a fiscalização à supervisão bancária”». (Público, 20/11/2008)

Marcelo, o Salvador!

Com os tropeções constantes de Ferreira leite, já se fala no interior do PSD da sua sucessão no ínicio de 2009. Estando Menezes fora do baralho, Passos Coelho hesitante e Morais Sarmento à espera que o convidem, alguns núcleos do partido começam a falar de Marcelo Rebelo de Sousa.

Em momentos de crise, as almas lusas refugiam-se sempre em Dons Sebastiãos… É um autêntico fado...

Audições aos responsáveis do BPN: o que tem o PS a perder?

No mesmo dia em que o Público noticiava actuações comprometedoras de Dias Loureiro na gestão do BPN, o PS voltou a recusar a audição do conselheiro de Estado e ex-administrador pela Assembleia da República. Um acto considerado inexplicável até por insuspeitos (Bettencourt Resendes, António Vitorino).

Mas porquê estas reticências em ouvir os responsáveis de um banco após a sua nacionalização? Um banco que, ainda por cima, está ligado ao seu principal oponente? O argumento utilizado pelo PS de que a Assembleia não é a instituição apropriada para as referidas auscultações não convence ninguém.
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Qual então o interesse do PS em bloquear as referidas audições? Convém-lhe mais que personalidades como Dias Loureiro não se possam esclarecer publicamente, prolongando-se assim a suspeita? É uma hipótese… Ou será que o PS não está a querer massacrar publicamente o PSD e seus quadros porque também possui a sua cauda presa algures?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ninguém pode acusar o PSD de Oportunismo

Numa altura em que fortes abalos se têm feito sentir para os lados de S. Bento, o que faz o PSD? Farta-se de dar tiros no pé ou mesmo noutros sítios… A isto se chama um verdadeiro altruísmo político.
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Esta última semana e meia tem sido terrível para Sócrates. O descontentamento disseminado na Educação e o braço de Ferro que teima em não terminar estão a provocar um desgaste no executivo como há muito não se via. Esta seria uma oportunidade fantástica para o maior partido da oposição aproveitar as circunstâncias.
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Mas nem isso o PSD e sua actual líder estão a conseguir fazer. Com um governo a mostrar fortes sinais de fragilidade, Ferreira Leite consegue a maravilhosa façanha de conseguir manchetes em todos os jornais a propósito de declarações mais do que tristes.
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Manuela não vai lá. Conseguiu desbaratar o seu estado de graça em tempo recorde e caiu já em descrédito total junto da maioria da opinião pública. Alguém consegue imaginar Ferreira Leite a aguentar-se até às legislativas de 2009? Aliás, nem será preciso tanto: Alguém consegue imaginar que Ferreira Leite se aguente até Fevereiro ou Março de 2009?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Temos pena...

Enquanto administrador executivo do Grupo do BPN, Dias Loureiro participou na compra de empresas que foi ocultada das autoridades.

Revelações como esta são mais do que previsiveis. Num grupo como o BPN, onde as irregularidades parecem ter proliferado, são elevadissimas as probabilidades de as mesmas atingirem os destacados quadros do PSD que integram ou integraram o referido banco.

Numa situação normal, as referidas irregularidades permaneceriam no segredo dos deuses e os referidos quadros continuariam com a sua reputação de intocáveis e prosseguiriam tranquilamente as suas “vidinhas”.
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No entanto, em momentos como o actual, as confluências de interesses acabam por proporcionar que as irregularidades venham ao de cima. A sede de notícias da comunicação social aliada ao interesse que os adversários políticos ou outros poderão ter na divulgação de quaisquer actos ilícitos tornam os presumiveis responsáveis em alvos fáceis.

É a vida... E ainda bem que assim é, caso seja de facto a verdade que está a vir ao de cima. Se assim for, meu caro Dias Loureiro, "temos pena"...

Palinização de Ferreira Leite?

Com uma ironia no mínimo duvidosa, Ferreira Leite questionou-se sobre a possibilidade de interromper a democracia durante seis meses e colocar tudo na ordem. Eis o video das declarações:


Se a isto juntarmos a série de gafes cometidas nos últimos dias, não estaremos perante sintomas que indiciam uma progressiva palinização (ou "bronquice aguda", se quiserem) de Ferreira Leite?
  • Ferreira Leite e a capacidade dos média seleccionarem as Notícias (13/11/2008) (Ver Video RTP)
  • Ferreira Leite e a redução do desemprego em Cabo Verde e Ucrânia (02/11/2008) (Ver Video RTP)

2 anos de Activismo de Sofá

No mesmo dia em que o Rato Mickey comemora 80 anos, este blogue celebra o seu segundo aniversário. Será coincidência? Se calhar não… Não estou a conseguir identificar pontos de contacto entre o Rato Mickey e o Activismo de Sofá, mas é possível existam. Existirão certamente...
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Olhando para o que escrevi há um ano atrás, o Activismo de Sofá foi mudando, evoluindo, conhecendo-se melhor a si próprio. Para além de ter acelerado na quantidade de postagens (743 até ao presente), o tom dos textos foi assumindo contornos mais variados: ora mais humorísticos, ora mais sérios, ora mais chateados, ora mais comprometidos, ora mais refugiados na pequena piadinha política.

Mas julgo que o importante tem sido verificar que o Activismo está mais visitado. Os comentários têm aparecido em maior número, gerando aqui e ali algumas discussões interessantes de acompanhar. Espero, naturalmente, que este dinamismo continue.
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Há um ano agradeci aos “milhões e milhões de leitores” que por aqui passam regularmente. Este ano agradeço aos "biliões e biliões" que ainda vão tendo paciência para ler os bitates que aqui vão sendo lançados. O Activismo de Sofá é vosso! (parte em que uma lágrima surge no canto do olho devidamente enquadrada por um sorriso agradecido e um olhar para o infinito). Esperamos estar cá daqui a um ano.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ó Anibal, e se tivesses caladinho, hein?

"O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirmou hoje que os investimentos rentáveis, privados ou públicos, devem ser concretizados e que não é por causa da crise que devem ser adiados." (Público, 17/11/2008)
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Não é possível descortinar exactamente quais as reais intenções destas afirmações de Cavaco. Mas, à partida, Ferreira Leite não tem razões para estar muito satisfeita com as mesmas...