domingo, 14 de fevereiro de 2010

Bruxelas é Magrite

Às vezes parece ser necessário tomar a insólita decisão de fazer umas curtas férias num sítio onde nos deslocamos frequentemente em trabalho para esbarrarmos em alguns dos seus tesouros. No meu caso, foi necessário passar este fim-de-semana prolongado em Bruxelas para descobrir o Museu Magrite.
(Imagem: Geocities)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Só três???

Da maneira como as coisas estão para os lados do Largo do Rato, até é de admirar ainda só existirem três candidatos à liderança do PSD... E deve haver muita gente chateada por não ter mantido em aberto a sua candidatura a candidato...
(Imagem: Lisa Miceli)

Cuidado com os escaldões

Não sou subscritor da teoria da maquinação total, da conspiração absoluta, mafiosa e "polvoza" para controlar a comunicação social em Portugal. Mas é mais do que evidente que se chegou a um momento de suspeição insustentável.
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É urgente que o Parlamento comece as audições, concedendo algumas luzes sobre o que se passa. Caso contrário, estaremos cada vez mais expostos a luminosidades solares também muito pouco saudáveis.
(Imagem: A Guida é que sabe)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu não compraria um carro usado a Rangel II

Certamente as criticas ou impressões negativas que posso ter relativamente a Paulo Rangel até podem ser vistas como bons sinais por parte dos seus simpatizantes Do tipo: “se a malta à esquerda já começou a criticar o Rangel, é porque ele é bom”. Podemos dar isso de barato.

Mas reparem bem que, no seguimento do que sublinhei no post anterior, tudo indica que Rangel avançou com a sua candidatura passando a perna a Aguiar Branco. Ignorando o entendimento de que articulariam entre ambos qual dos dois avançaria. O anuncio apressado do líder parlamentar de que também seria candidato pareceu indicar a rasteira de foi alvo.

O episódio parece, a meu ver, mais uma indicação do tipo de perfil que aponto no post anterior. E é também evidentemente mais uma indicação porque eu não compraria um carro usado a Rangel.
(Imagem: Esfera do Horizonte)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu não compraria um carro usado a Rangel

Continuam a sair notícias a sublinhar a forte possibilidade de Paulo Rangel ser candidato a líder do PSD, recebendo então o apoio de grande parte do baronato do partido. Até às europeias, Rangel demonstrou ter um perfil razoavelmente sério. No entanto, desde então tem-se desmultiplicado em posicionamentos e declarações que lhe atribuem um perfil bem mais mesquinho, desmesuradamente ambicioso e pouco credível até.

Parece ter respostas evidentes para tudo, anda demasiado à caça do sound bite e do protagonismo fácil, não hesitando em ser demagógico e pouco honesto sempre que tal lhe dê jeito. Se calhar até pode ser o perfil ganhador que o PSD tanto procura, mas parece-me (e sou suspeito, claro) que o país ganharia pouco em ter Rangel como contraponto a Sócrates.
(Imagem: Farinha Amparo)
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PS: Como facilmente se percebe, este post foi publicado ainda antes de Rangel anunciar a sua candidatura.

Houston, we have a problem

"O problema é que demasiados indícios têm sido encontrados sobre a violação do perímetro de segurança entre o poder político e a imprensa. Ou seja, o cordão sanitário que tem de existir entre o poder político e a comunicação social, permitindo a esta última funcionar de forma independente como importante pilar democrático, parece não estar a ser respeitado."
(Imagem: Metric Junkie)

Venham mais cinco?

Para o comum dos mortais que não acompanha afincadamente a agenda de Bruxelas, é difícil emitir uma opinião minimamente sólida sobre a recondução de Barroso na Comissão Europeia. O seu anterior mandato parece ter sido marcado sobretudo por uma mão cheia de nada.

Os seus primeiros cinco anos de mandato tiveram poucas coisas marcantes. O seu papel no Tratado de Lisboa foi largamente secundarizado pela actuação dos grandes do Conselho, assim como a postura que assumiu na reacção à crise financeira internacional.
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Assim sendo, o que prometem os cinco anos Barroso que se seguem? Parecem prometer uma continuidade algo estéril em termos de inovação, seguidista relativamente aos rumos políticos anteriores e a manutenção da postura low profile que tanto agrada ao Conselho.
(Imagem: Escudo.tv)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sinceridade Grosseira

Saber que a violação ao segredo de justiça é de difícil resolução é mau. Ouvir do próprio Procurador-Geral da República que é um problema sem solução é anedótico.
(Imagem: Macroscópio)

E pachorra, hein?

Por um lado temos Paulo Rangel, bem ao seu estilo, a afirmar que existe um plano do Governo para controlar a comunicação social. Rangel demonstra que é tudo tão claro e peremptório na sua cabeça que se calhar qualquer investigação a este respeito até seria supérflua. Enfim…

Por oposição ao histerismo acima, a reacção do PS a tudo o que se está a passar também é lamentável. Num momento em que é certo que o assunto veio para ficar e que não será novamente esquecido, o PS vota contra qualquer audição na Assembleia da República. Assis aproveitou ainda para afirmar que Sócrates não deve esclarecer nada porque tal seria compactuar com a violação do segredo de justiça. Comentários para quê?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Casa onde há muito pão, ninguém ralha e o chefe tem sempre razão

O Público dá hoje conta do número de nomeações que se verificam no Governo Central ao longo das legislaturas. Dado o seu carácter absoluto, tal número concede-nos uma ideia muito pouco precisa sobre a adequabilidade ou não da tanta nomeação. Podemos dar isto de barato.

Mas o que parece indiscutível é que os números absolutos apresentados conseguem ser elucidativos sobre a capacidade de distribuição de recursos por parte de quem ocupa o poder. No fundo, a capacidade de empregar os mais aptos, os mais amigos, os mais fieis e todo o poder que daí advém.

Olhando para estes números, que representam apenas a componente de nomeação (ou seja, uma das componentes mais visíveis na distribuição de recursos) percebemos bem o quanto está em causa em cada eleição para os partidos do arco da governação (PS, PSD e também CDS). Percebemos também o quanto o exercício do poder é apaziguador para as máquinas partidárias e o quanto é dificil o surgimento de oposições internas durante o referido período.

No fundo, nos partidos políticos a realidade obriga a uma adaptação do conhecido ditado popular: “em casa onde há muito pão, ninguém ralha e o chefe tem sempre razão.
(Imagem: Cut the Crap)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Inevitável

Embora me considere pouco adepto de teorias da conspiração, da asfixia democrática e outras do género, tendo em conta a dimensão que as coisas têm vindo a assumir, julgo ser positivo e premente que o parlamento averigúe melhor o relacionamento entre o Governo e a comunicação social.
(Imagem: Day Mix)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sobre o fumo e o fogo

Não é que as manchetes do Sol costumem merecer grande credibilidade. E a de hoje demonstra mais uma vez a debilidade do segredo de justiça. Mas, para não variar, novo fumo surge vindo da relação entre o governo e a comunicação social. Se há fogo ou não? Pois... A única certeza parece ser que há muito fumo.
(Imagem: Pbase)

Cinzento

"Do mesmo modo que é difícil acreditar que um Governo ou um partido no poder arriscar-se-iam a exercer uma pressão mafiosa sobre jornalistas ou órgãos de comunicação social, também é difícil crer que tudo o que tem vindo a ser denunciado por diversos sectores políticos e sensibilidades várias da comunicação social portuguesa sejam apenas delírios de vitimização colectiva."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Oh céus...

Ao mesmo tempo que faz pouco sentido aumentar os limites de endividamento das regiões autónomas no presente cenário, sobretudo para a Madeira, também faz muito pouco sentido o cenário de dramatização em que o Governo embarcou. A oposição não esteve bem e o Governo esteve ainda pior. Lamentável...

O Incómodo

Mais uma notícia que dá conta do forte incómodo do PS sobre qualquer legislação que procure o combate à corrupção. O incómodo do PS nestas matérias torna-se constrangedor para o partido. Chega a roçar o inacreditável.

A Estranha Tradição

"Depois de um suspense pouco convincente, o PS encontrou no PSD e no CDS os seus aliados nesta primeira prova de fogo que é o Orçamento de Estado. E começam já a ser dados os primeiros sinais de que tal entendimento poderá ser duradouro (ver Expresso do passado sábado). Repete-se assim um cenário que a democracia portuguesa há muito nos habituou. A nível de governação nacional, o PS acaba sempre por encontrar nos partidos à sua direita os seus aliados preferenciais."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Duas considerações a propósito do Crespogate

1) Como sublinha o post abaixo, Sócrates mais uma vez parece ter um feitio pequeno, irritadiço, pouco tolerante, pouco estadista no fundo. Como é evidente, o feitio de um primeiro-ministro é uma questão lateral à avaliação da sua governação. Mas não é uma questão lateral à confiança que inspira e, logo, à popularidade de que goza.

2) O Crespogate demonstra que o ambiente de pressão sobre a comunicação social não ocorre por via de telefonemas ou censuras directas. Mas sim pela criação de um clima de tensão que proporciona excessos de zelos como o que foi originado pelo director do JN
(Imagem: Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve)

Sobre Sócrates e a Comunicação Social

"Sócrates é o pior primeiro-ministro no que respeita à Comunicação Social; o único que telefona e berra com jornalistas, directores, com quem pode. O único em que nestes mais de 30 anos que levo de vida jornalística, se preocupa doentiamente com o que dizem dele, em vez de mostrar grandeza e fair-play com o que de errado e certo propaga a Comunicação Social."
Henrique Monteiro, Expresso Online 02/02/2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Do Crespogate ao Pressõesgate

Mário Crespo afirma-se agora vítima de ataque governamental (ver artigo aqui). É mais um episódio da novela das pressões que se iniciou assim que Sócrates subiu ao poder. Mas afinal qual é o grau de veracidade desta novela? Eis a questão de um milhão de dólares.

Do mesmo modo que não acredito em listas negras de jornalistas/comentadores a “abater” e telefonemas a solicitar que fulano x ou y seja silenciado, também não acredito que tanto fumo exista por nada. Acredito sim em cenários nem pretos, nem brancos, mas sim cinzentos. Cenários onde as conversas dúbias existem de facto, onde as tensões fazem-se sentir, onde os amigos do poder acabam por ser mais zelosos que o próprio poder, onde as vitimizações, por seu turno, também acabam por ser excessivas e muito úteis.
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É verdade que estas tensões sempre existiram e que quem fala de mais sempre se colocou a jeito. Mas também é certo que, com o amadurecimento democrático, estas tensões devem atenuar-se e não o contrário.
(Imagem: Novono)

A estratégia da renovação

Carlos César foi reeleito líder do PS Açores por 99,3% dos votos. No poder desde 1996, César aproveitou a ocasião para sublinhar a importância da renovação interna no PS Açores. Como salta à vista, esta é uma estratégia típica na gestão de longos ciclos políticos: na impossibilidade de se renovar o líder, coloca-se o ónus na necessidade de renovação dos seus colaboradores. Simples, não?
(Imagem: PS Açores)