
Mas o que parece indiscutível é que os números absolutos apresentados conseguem ser elucidativos sobre a capacidade de distribuição de recursos por parte de quem ocupa o poder. No fundo, a capacidade de empregar os mais aptos, os mais amigos, os mais fieis e todo o poder que daí advém.
Olhando para estes números, que representam apenas a componente de nomeação (ou seja, uma das componentes mais visíveis na distribuição de recursos) percebemos bem o quanto está em causa em cada eleição para os partidos do arco da governação (PS, PSD e também CDS). Percebemos também o quanto o exercício do poder é apaziguador para as máquinas partidárias e o quanto é dificil o surgimento de oposições internas durante o referido período.
No fundo, nos partidos políticos a realidade obriga a uma adaptação do conhecido ditado popular: “em casa onde há muito pão, ninguém ralha e o chefe tem sempre razão.”