segunda-feira, 18 de abril de 2011

Spins e Trapalhadas

As últimas evoluções do caso Fernando Nobre demonstram bem duas dimensões. Por um lado o esforço que está a ser feito pelos spin doctors de ambos os lados da barricada para transformar o episódio em algo prejudicial para o partido concorrente.

Por outro lado, traz também à luz do dia um sem número de trapalhadas. A entrevista de ontem de Nobre foi um exemplo a este respeito. Nobre afinal é de esquerda e afinal não renuncia ao mandato caso não seja eleito. Do lado do PS, o esclarecimento de Vieira da Silva de que não sondou Nobre, mas que apenas jantou (ele e João Tiago Silveira) privativamente com o candidato para discutir a situação política roça o anedótico...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Contar as Favas

Até há apenas umas semanas atrás, era certo que Passos Coelho seria o próximo primeiro-ministro. Só não se sabia quando. O desgaste da governação PS era uma evidência que estendia uma passadeira vermelha ao jovem e dinâmico líder laranja. Mas eis que no espaço de poucas semanas o cenário começou a mudar. Passos está a conseguir a grandiosa façanha de descer nas sondagens perante um Governo que se encontra a tomar medidas de austeridade sem paralelo. Um feito, sem dúvida.

Sócrates, por seu turno, faz questão de contrariar mais uma vez o diagnóstico de poucos meses de vida política que lhe fora atribuído. A persistência e descaramento impressionantes com que continua em jogo dão-lhe um estatuto de animal político que o país tão cedo não esquecerá. A sua capacidade de se adaptar, dê por onde der, a novos cenários, de desdizer o que ontem disse, de defender o que anteontem criticava, garantem-lhe pelo menos 7 vidas. O que consegue ser entendido por algum eleitorado como esquizofrenia política, para outro é encarado como força e convicção.

É neste cenário que se processará a campanha eleitoral. E se é ingénuo acreditar-se em campanhas sem casos, não haja dúvidas que é nestes momentos de grande competitividade que eles mais tendem a aparecer. Esta será portanto uma campanha repleta de “lateralidades”. A forma como surgiu a questão do encontro de Sócrates e Passos Coelho é um exemplo de como, perante a ainda pouco oleada máquina do PSD, o PS mostra que vai jogar neste campeonato dos casos para ganhar.

Estamos assim perante um cenário em que as favas não estão contadas ao centro. E, por estranho que à primeira vista possa parecer, não vai ser fácil para os partidos à esquerda demonstrar que existe um caminho alternativo ao precipício para onde nos dirigimos. Vai ser necessário ser-se creativo, inteligente, claro e assertivo. Vai ser preciso evitar as soluções acabadas e os discursos feitos, ganhando a confiança de diversos actores políticos e sociais e mostrando diversidade e riqueza programática. Enfim, receitas batidas e lugares comuns cuja aplicação será de facto determinante no actual cenário. Porque cada fava fará a diferença no combate eleitoral em curso.

Artigo hoje publicado no Esquerda.net
(Imagem: Os petiscos de Leonor)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SyFy no São Jorge

Como se já não bastasse ter um dos melhores bares e esplanadas de Lisboa, o Cinema São Jorge apresenta agora a Expo SyFy. Sem qualquer aparato e de forma gratuita, podem ver-se de perto e na tranquilidade das suas instalações diversas peças utilizadas em filmes conhecidos de todos nós. Desde a máscara do Batman utilizada por Michael Keaton à espada do Conan de Schwarzenegger, das máscaras do Scream, do Sexta-feira 13, do Freddy Krueger e do The Mask à pedra de Kriptonite do Supermen de Christopher Reeve e a uma réplica oficial da máscara de Darth Vader. Enfim, uma série de boas desculpas para ir-se lá tomar um café ou uma imperial por estes dias.

terça-feira, 12 de abril de 2011

É pra ganhar

Este caso sobre se Passos Coelho reuniu ou não com Sócrates antes do anúncio do PEC4 deixa antever que a equipa laranja ainda está pouco oleada na gestão destas lateralidades. Os socialistas, pelo contrário, demonstram bem que vão jogar "pra ganhar" neste campeonato.

Assis bem pode acusar Passos de omitir o encontro com Sócrates. Resta saber porquê só agora o PS volta a pegar nesta questão, afirmando solenemente que "Houve da parte do primeiro-ministro ainda antes da apresentação do PEC a preocupação de o discutir e apresentar ao líder do maior partido da oposição. Essa apresentação tinha um objectivo: envolver seriamente o PSD neste processo". Enfim, eis um verdadeiro caso em todo o seu esplendor
(Imagem: Donerii)

Os casos

Não há campanha sem casos, não valendo a pena ser muito ingénuo a este respeito. E a forma como cada uma das partes em competição gere os casos é determinante na prestação a ter no dia das eleições. Neste momento, as equipas de spin doctors estão certamente já a trabalhar nos casos a lançar...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Nobre Tiro no Pé

As campanhas são feitas de cambalhotas para a frente e cambalhotas para trás, de tiros nos pés, nas mãos e por aí adiante. Pela vasta reacção negativa que o anúncio de Nobre está a ter, tudo leva a crer que se trata da primeira asneira das grandes do PSD em campanha. É certo que será necessário deixar a poeira baixar para confirmar os reais efeitos deste episódio. Mas no partido de Passos Coelho, muitos deverão estar neste momento a pensar no que se foram meter.
(Imagem: Free F.O.L.I)

A Nobre Cambalhota

É verdade que nas últimas presidenciais Nobre não se dizia de esquerda ou de direita. E tal relutância em identificar-se politicamente nunca pronunciou nada de bom. Mas também é certo que grande parte dos votos e apoios que obteve nas presidenciais vieram do centro-esquerda. Vieram de eleitorado sobretudo socialista que se sentiu órfão e queria algo novo. E veio também porventura de algum eleitorado que já votou Bloco mas que viu em Nobre algo diferente.

Ao aceitar ser cabeça de lista do PSD por Lisboa a troco da presidência da Assembleia, Nobre deu uma bofetada sem paralelo em muitos dos seus apoiantes. Que sirva de lição. Mais perigoso que um político assumido é aquele que ano após ano se afirma como independente.

domingo, 10 de abril de 2011

Networking, camarada, networking...

Porque será que na maioria dos congressos partidários, locais onde é suposto os delegados ouvirem os oradores, a plateia só está composta em alguns momentos do dia? Mas afinal o que andam os delegados a fazer? Alguns até podem estar em reuniões, mas grande parte encontra-se pelos corredores, nos átrios, nos bares.

Importa não esquecer que, para quem tem (ou quer ter) na política uma profissão, os congressos são locais de trabalho. Servem para fazer contactos, para estreitar conhecimentos, para encontrar parceiros e aliados. Sobretudo num momento em que há eleições à vista, o networking é sem dúvida uma das actividades de relevo dos congressos.
(Imagem: Alemazzariolli)

Que se lixem as eleições?

Claro que a ajuda externa tem muito pouco de ajuda. E que a razoabilidade rima pouco este tipo de intervenções. De qualquer modo, serei só eu a achar que foi muito grave ver que as instâncias europeias e os supostos parceiros europeus estão-se literalmente a borrifar para o facto dos Portugueses irem às urnas dentro de dois meses.

A negação de qualquer margem de renegociação do pacote de estabilização financeira é uma negação explícita e despudorada do papel das eleições que já estão inclusive agendadas. Bem... Está visto que o anti-europeísmo vai ter muito com que se alimentar nos próximos tempos.
(Imagem: Next Thing)

sábado, 9 de abril de 2011

Sobre a Convergência à Esquerda

É capaz de ser um dos temas mais antigos da democracia portuguesa e, não por acaso, um dos que continua a despertar sempre grande interesse. Precisamente porque a forma como se estruturou o sistema de partidos em Portugal colocou grandes barreiras entre as forças políticas do referido espectro.

A reunião de hoje (6ª feira) entre Bloco e PCP constituiu uma importante novidade neste sentido. É um passo tímido, sem dúvida, mas com um potencial tremendo. A curto prazo porque permite demonstrar que conseguem ser feitas convergências à esquerda em Portugal e tal facto, se bem explorado, pode fazer com que cada uma destas forças políticas chegue a novas franjas do eleitorado já nas próximas eleições. A médio e longo prazo, esta convergência pode também trazer mais força e substância a uma alternativa de governação à esquerda.

Como é natural, o principal prejudicado desta convergência caso ela seja bem sucedida, é o PS, uma vez que a mesma é apelativa para algum do seu eleitorado à esquerda. Resta saber se é positivo para a esquerda que o PS esteja à margem desta convergência? Julgo que não, embora compreenda naturalmente outros posicionamentos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A parte que as câmaras não deviam ter apanhado


Política (também) é comunicação, meus amigos...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FMI dida didadi dadi dadi da didi FMI...




Depois de semanas a discutir-se se o FMI vinha, se não vinha, se fazia sentido vir ou não, finalmente parece estar a começar a discussão sobre o que devia ter sido o cerne desde o início: o que verdadeiramente implica a vinda do FMI para os portugueses e como tal se fará sentir. No fundo, qual a receita política que será proposta pelo FMI. Enfim, uma discussão que parece estar a começar um "bocadinho" tarde...

Post 2000




Nem sei bem o que dizer perante tal número de bitaites expressos aqui neste espaço nos últimos quatro anos e meio. Aliás, até para mim se torna curioso e causa alguma estranheza consultar o arquivo do blog e ver sobre o que postava em Abril de 2007, em Novembro de 2008 ou em Julho de 2009.

Os blogs, sobretudo os de teor político, constituem-se como excelentes repositórios de posicionamentos sobre a actualidade de cada momento. No que a este diz respeito, alguns posicionamentos mais felizes, outros nem por isso. Mas estranho seria se assim não fosse. Obrigado a todos os que por aqui vão passando.

terça-feira, 5 de abril de 2011

FMI, não há graça que não faça o FMI

Num momento em que tudo parece empurrar o país para a ajuda externa do FMI ou do FEEF, a linha acima da conhecida música de José Mário Branco relembra bem que esta não seria a primeira vez que tal acontece. Mas relembra também, e este é o ponto que parece estar a ser esquecido na (pobre) discussão que tem envolvido esta questão, que este tipo de ajuda externa não sucede sem contrapartidas. Ou seja, não são apenas os níveís das taxas de juro que merecem ser tidos em conta, mas sim o teor das reformas económicas que têm de ser implementadas como contrapartida da ajuda. E é sobretudo o teor das referidas reformas que merece, no mínimo, algum relevo na discussão a ter.

Contrariamente ao que é veiculado, quer por uma certa preguiça da comunicação social, quer por natural conveniência dos actores políticos, a política económica envolve de facto opções políticas. Envolve a escolha entre modelos diversos, entre soluções diferenciadas. E é também nas situações de crise que as diferenças na abordagem económica mais se podem fazer sentir. Porquê cortar aqui e não ali? Deveremos cortar ou deveremos investir para redinamizar a economia? Neste sentido, importa pelo menos ter a noção que o caminho imposto por instituições como o FMI ou o FEEF, passarão necessariamente por um solucionamento liberal dos problemas económico-financeiros do país. No fundo, um aprofundamento da linha política que tem sido seguida nos diversos PECs.

O liberalismo económico acredita que é através do livre funcionamento das forças do mercado que se obtém desenvolvimento. Ou seja, quanto menos constragimentos existirem à actuação dos mercados, mais riqueza se produzirá. Neste sentido, tudo deve ser feito para abrir caminho às empresas, reduzindo-se por exemplo a taxação das mesmas para que estas possam reinvestir. Por outro lado, a crença no mercado e no poder da iniciativa privada determina também o pensamento sobre o papel do Estado. Para um liberal, o Estado deverá apenas intervir onde a iniciativa privada não consegue chegar. Defende portanto um Estado mínimo, não intrometido na economia e com limitadas funções sociais.

Neste sentido, o recurso à ajuda externa terá necessariamente como contrapartida o recurso a medidas de teor liberal para enfrentar a actual crise. É esta a contrapartida exigida pelo FMI e será também a pedida pelo FEEF. Implicará uma aposta revigorada no emagrecimento do aparelho do Estado, um recuo nas suas atribuições de teor social (pensões, subsídios de desemprego, abonos,etc), a tendência para flexibilizar o mercado de trabalho e de baixar os impostos sobre as empresas, entre outras medidas. Em suma, significará o reforço das medidas de austeridade até agora aplicadas.

Este é sem dúvida um dos caminhos políticos possíveis. Mas “se calhar” conviria colocar à discussão caminhos alternativos que impliquem a redução da despesa pública diminuindo por exemplo as parcerias público-privadas e a externalização de serviços que podem ser desenvolvidos internamente. Caminhos que considerem que a redução de salários contrai a procura interna e promove a recessão económica. Caminhos que considerem que a solução desta crise passa por uma mudança no sistema financeiro internacional que a provocou e não por um alimentar acrítico do mesmo. Mas, pelos vistos, exigir a discussão de políticas económicas alternativas é visto como um devaneio lírico, uma espécie de excentricidade inconsequente e até perigosa. Esquece-se assim que, em política, a afirmação de uma solução sem alternativas, do tipo “ou isto ou o caos”, sempre foi altamente empobrecedora da democracia.
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Artigo hoje publicado no Açoriano Oriental
(Imagem: Like Cool)

Um animal das entrevistas

Sócrates é de facto um animal das entrevistas. É certo que se vitimizou, que alheou-se de quaisquer responsabilidades na actual crise, que sublinhou novamente a perspectiva do "ou eu ou o caos", etc. Mas não tenhamos dúvidas que este tipo de persistência e descaramento político continua a convencer muito eleitorado.
(Imagem: RTP)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tijolo com Tijolo

Embora só o acompanhe de forma regular nos últimos tempos, o Tijolo com Tijolo existe há já dois anos. É escrito de forma inteligente e assertiva pelo Pedro Fragoso, um jovem politólogo do Porto, mas que estuda em Lisboa. Um blogue que vale mesmo a pena ir acompanhando.

Mayday Lisboa 2011


Já estão em curso as preparações do Mayday Lisboa 2011. Informação a este respeito pode ser consultada no site ou no Facebook. Depois do protesto da Geração à Rasca, o Mayday deste ano é no mínimo promissor.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Para um liberal, o FMI não é uma catástrofe

No dia em que o PSD garantiu ajudar o Governo caso seja necessário pedir ajuda externa, importa constatar que a forma como o partido de Passos tem desdramatizado tal cenário faz grande sentido em termos ideológicos. Dado tratar-se da direcção mais liberal que o PSD alguma vez teve, o FMI ou a ajuda europeia seriam um apoio de peso na implementação da linha política preconizada pela actual direcção: emagrecimento e recuo do Estado, contenção nos salários da função pública, flexibilização do mercado de trabalho, baixas no IRC, etc.

Como é sabido, as reformas estruturais de tipo FMI correspondem na essência a uma abordagem liberal para o crescimento económico. Assim sendo, estranho seria que este PSD, que se assume como liberal, visse o FMI como uma catástrofe.

O Precedente


A revogação no Parlamento do fim do actual modelo de avaliação dos professores foi o culminar de um braço de ferro que envolveu toda a classe docente contra uma tutela que persistiu em ser míope até ao fim. Com o empenho de todos os que estavam a ser prejudicados por tal modelo, conseguiu-se dar a volta à persistência do actual Executivo, conseguiu-se ganhar a opinião pública e até da improvável direita surgiram, de forma interesseira ou não, sonantes apoios. Mas a luta dos professores serviu também para demonstrar que a avaliação de desempenho profissional faz obviamente sentido, mas que a sua imposição contra tudo e contra todos é contraproducente. E que um modelo de avaliação só tem a ganhar se definido e consequentemente respeitado por todas as partes envolvidas. A sua sustentabilidade depende disso mesmo. Neste sentido, o fim do modelo de avaliação dos professores pode e deve ser assumido como um importante precedente perante outros modelos em vigor. O modelo avaliação dos funcionários públicos - SIADAP - é o exemplo que salta logo à vista neste sentido.

O SIADAP assenta numa série de pressupostos semelhantes aos que estiveram na base da modelo de avaliação dos professores. Surgiu precisamente com o argumento que era preciso avaliar uma classe profissional de privilegiados, desse por onde desse. E que quem o questionasse, no fundo apenas estaria a defender o "regabofe" até então vigente. Por outro lado, assumiu-se igualmente que um sistema de quotas seria um elemento essencial para distinguir a boa da má moeda, esquecendo-se que tal acentuaria irremediavelmente as deficiências do modelo. A maioria dos funcionários perceberam então que, por mais que dêem o litro, a sua prpgressão na carreira passa a ser uma miragem. Por último, os problemas e sérias limitações do SIADAP também foram evidentes desde o início - falta da sua aplicação séria por parte das entidades públicas, crescendo de desmotivação em toda uma classe (o contrário do seu propósito, portanto), ausência de melhorias na qualidade dos serviços públicos. No fundo, à semelhança do modelo de avaliação dos professores, a avaliação da generalidade dos funcionários públicos também está desacreditada desde o início da sua aplicação. Mas por pura teimosia política, insiste-se em procurar ignorar o problema.

A luta dos professores foi ganha de forma inesquecível nas ruas. Com um espírito de união e determinação ímpar. De qualquer modo, para lá de podermos discutir se o tal espírito é possível no contexto actual em classes mais heterogéneas, importa que a revogação do referido modelo de avaliação seja assumida como um importante precedente e não como uma excepção. Os sindicatos da função pública têm portanto toda a legitimidade para agarrá-lo de forma inteligente e as diversas forças políticas deverão também ser coerentes com o posicionamento recente que assumiram relativamente aos professores. Se a avaliação dos professores e o SIADAP correspondem a modelos tão semelhantes, não parece existir qualquer razão objectiva para que o segundo não seja desde já seriamente colocado em causa.

Os bons exemplos servem naturalmente servir para abrir caminhos. Assim sendo, que o exemplo dos professores sirva para demonstrar aos funcionários públicos que vale a pena opor-se a um modelo sem sentido. Mas que sirva também para demonstrar aos seus representantes, sindicais e políticos, que os precedentes não podem nem devem ser ignorados, muito menos assumidos como excepção. Estranho seria que as causas justas fossem assumidas como circunstanciais.

Artigo hoje publicado no Esquerda.net
(Imagem: Traveling with Mj)

De volta

Dada a tempestade política e económica em que o país se encontra, roçara o ultrajante vir para aqui falar das minhas férias. Assim sendo, apenas digo que estou de volta e com as baterias carregadas.