domingo, 22 de maio de 2011

Sintomático

Não deixa de ser curioso (vulgo lamentável) verificar que Passos Coelho saiu-se bem no debate com Sócrates precisamente porque conseguiu pela primeira vez fugir bem à discussão do seu programa.
(Imagem: PSD)

Não há duas (asneiras) sem três

Há coisas que nos deixam quase sem palavras. No post anterior, presumimos (de boa fé) que a colocação do programa do PS por Gabriela Canavilhas no blogue do Ministério da Cultura se tratara de uma gafe. Mas qual é a nossa surpresa ao verificar que Ministra veio colocar de lado tal hipótese, fazendo um post de esclarecimento em que sublinha que o seu Ministério não é apartidário e que não cultiva hipócrisias.

Bem... Pelos vistos, essa coisa da separação entre o partido e o Governo, entre os meios do partido e os meios públicos é uma hipocrisia para a Ministra da Cultura. Assim sendo, apenas ficamos sem perceber porque não opta por colocar em todos os sites do Ministério da Cultura banners de apelo ao voto no PS. Acabava-se de vez com as hipocrisias, não?

Mas como se tudo isto já não bastasse, verifico agora que os dois posts – o do programa eleitoral e o das acusações de hipócrisia – foram apagados do blogue Ministério da Cultura (!?!) Mas alguém ainda acha que, nos dias que correm, essa é uma boa forma de colocar um ponto final num assunto? Enfim... É caso para dizer que não há duas (asneiras) sem três.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Ministra, o Post e as Camisolas

Nestes momentos de campanha, é sempre engraçado ver como quem exerce o poder vai alternando entre a camisola de governante e a camisola de candidato. A título ilustrativo, durante o dia o governante preside a umas inaugurações e à noite o candidato desdobra-se em (outras) acções de campanha. Normalmente disfarça-se mal esta mudança de papéis, mas procura-se sempre disfarçar nem que seja um pouco.

Este caso da Ministra da Cultura que colocou no blogue do ministério o programa eleitoral do PS varia entre o grave e o ridículo. Tenha sincera curiosidade em saber o que passou pela cabeça de quem fez o post (a ministra ou um seu assessor). E não consigo deixar de partilhar uma piadinha fácil a este respeito: se calhar são tantas as vezes que mudam de camisola durante o dia que se esqueceram qual delas tinham vestida quando fizeram o post...

Coelho-Palhaçada



No meio das comemorações portistas, não ganhou o devido relevo a coelho-palhaçada no debate dos partidos sem assento parlamentar. Coelho é o exemplo claro que Alberto João até na oposição consegue fazer escola. Uma vergonha nunca vista o que ontem se passou...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gafes úteis

A gafe de Merkel serviu pelo menos para três coisas:
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1) colocar a circular informação que demonstra que os Portugueses não são os preguiçosos recheados de regalias que tanto se fala;
2) demonstrar que se alguém tivesse a ideia de reduzir para metade todos os direitos dos trabalhadores portugueses, existiria patronato em Portugal a aplaudir tal medida;
3) comprovar (mais uma vez) que a Europa continuará mal enquanto for liderada por um chefe de Estado ou de Governo de um país que, naturalmente, age focado apenas no interesse do seu eleitorado.
(Imagem: Foruns Naruto)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Os camaleões, não gosto, pá

Para não variar, o Tiago Tibúrcio responde de forma inteligente a este meu artigo, fazendo um exercício provocatório sobre as motivações do meu voto. Devo dizer-te, Tiago, antes de mais, que julgo ter pouco jeito e feitio para defender a “minha dama” (não confundir com a minha senhora, sff). No entanto acho que, nestas eleições mais do que em muitas outras, estranho o facto de acusarem a “minha dama” de não apresentar propostas. Tem-no feito ao ritmo de uma por dia. Infelizmente tenho encontrado pouco debate com vista a rebatê-las individualmente. Pelo contrário, a forma encontrada para as contrariar tem sido colocá-las no saco da demagogia, do lirismo e do radicalismo. Nada de novo, portanto.

Por outro lado, acho infrutífero entrarmos aqui no ping pong do “tu foste a muleta da direita” versus “tu agiste como a direita”. Deixa-me portanto recentrar a nossa discussão no que julgo ser o cerne da questão que coloco no meu artigo.

Existem, como sabemos, as mais diversas explicações para o comportamento eleitoral dos cidadãos. Pessoalmente tenho particular dificuldade em perceber o voto em candidatos com grande inconsistência ideológica. Precisamente pelos efeitos camaleónicos que tal inconsistência implica no comportamento de tais candidatos. Tomemos o exemplo de José Sócrates. Quem nele votar nas próximas eleições, vota no Sócrates defensor do investimento público ou no Sócrates apologista do aperto do cinto? No Sócrates dos aumentos nos salários da Função Pública ou no Sócrates dos cortes em tais salários? No Sócrates que afirmou que a redução dos benefícios fiscais seria um ataque à classe média ou no Sócrates que considera que tal redução é uma questão de justiça fiscal? No Sócrates que afirmou que não governaria com o FMI ou no Sócrates que diz ser a pessoa indicada para aplicar o programa do FMI?

Existe muito eleitorado de esquerda que votará em Sócrates por uma série de políticas deste governo, mas sobretudo para evitar o governo mais à direita que até hoje tivemos oportunidade de conhecer. O típico voto útil, no fundo. Mas, em última análise, o que garante a este eleitorado que Sócrates cumpre o que hoje promete com toda a convicção? O que lhe garante que o Sócrates de hoje é o Sócrates de amanhã? Tiago, a “minha dama” tem uma série de defeitos, mas (não querendo ser panfletário) quem nela vota costuma saber ao que vai. A consistência ideológica, a meu ver, não é um preciosismo.

PS: As picardias com o Tiago são sempre bem-vindas, precisamente pelo relevo e sensibilidade das questões colocadas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A eventual dor de cabeça

Sócrates antecipou ontem um dos cenários que mais dores de cabeça pode provocar no pós-5 de Junho: e se o PS ganhar por um curta margem e o PSD e o CDS se apresentarem juntos prontos para governar? Como é natural tendo em conta os cenários em causa, o actual primeiro-ministro defendeu que deverá ser o partido mais votado a formar governo.

Mas se é certo que, num acto eleitoral, a obtenção do primeiro lugar nas votações é o mais determinante de todos os factos, nos sistemas de raiz parlamentar importa sim que o governo seja suportado por uma maioria. Assim sendo, caso exista uma alternativa maioritária mais abrangente do que o partido mais votado, nada impede que o Presidente da República convide tal alternativa a formar governo. Será sempre uma solução com fragilidades, mas pode ser encarada (e vendida) pelo o Chefe de Estado como um mal menor.

O Triunfo dos Animais Políticos

É certo que o mundo das sondagens por vezes parece um pouco alheado do mundo real. De qualquer modo, os diversos números das últimas semanas têm identificado algumas tendências difíceis de ignorar. Por um lado, uma clara recuperação do PS. Em prejuízo do PSD, do Bloco e do PCP, o Governo que assumiu o mais austero pacote de medidas das últimas décadas pode estar em vias de ser reconduzido. Por outro lado, e depois de se prever que desapareceria devido à ascenção laranja, o CDS de Portas parece caminhar imparável para um resultado histórico, com o PSD a oferecer-lhe de bandeja uma série de votos.

Estas tendências, estão a ocorrer sobretudo devido a um desempenho comunicacional brilhante de José Sócrates e Paulo Portas. Os líderes do PS e CDS quase não têm cometido erros na sua comunicação política. Este seu elevado desempenho, esta sua capacidade de dar a volta às situações, de renascerem das cinzas, de possuirem 7 vidas, tem merecido a admiração e aplauso de diversos sectores. São considerados “animais políticos” e admirados como tal. Se calhar vale a pena esmiuçar um pouco melhor os traços políticos de José Sócrates e Paulo Portas.

No que ao primeiro-ministro diz respeito, não haja dúvidas que é um sobrevivente político como nunca se viu na democracia portuguesa. Depois de lhe terem sido passadas ínúmeras certidões de óbito político, Sócrates surpreende e dá a volta. Ora temos um Sócrates defensor do investimento público, ora temos um apologista do aperto do cinto; ora temos um defensor do papel do Estado na economia, ora temos um apologista das privatizações; ora temos um defensor do Estado Social, ora temos um responsável por inúmeros cortes nas prestações sociais; ora temos o primeiro-ministro que não governava com o FMI, ora temos um primeiro-ministro que anunciou um “bom acordo” com o FMI. Alguns apelidam-no de persistente, outros simplesmente de sobrevivente. De qualquer modo, parece certo que José Sócrates ganhou já um lugar no pódio dos políticos marcantes da democracia portuguesa.

E se consideramos Sócrates um comunicador impar e um sobrevivente impressionante, o que dizer de Paulo Portas? Neste aspecto, o currículo do líder do CDS é no mínimo invejável. Já trouxe grandes vitórias ao seu partido, mas também alguns dissabores. Já o levou ao governo, mas também já teve de conviver com sondagens que diziam que o partido desapareceria. Pelo meio, Portas ora defende menos Estado, ora defende apoios aos agricultores; ora critica o Estado social, ora defende pensões para os mais idosos; ora coloca a boina da lavoura, ora confessa-se fã de sushi, de cinema e de Corte Maltese.

Para além de serem grandes comunicadores e de possuirem um instinto de sobrevivência impressionante, Sócrates e Portas têm em comum a facilidade com que alteram de perfil, como se adaptam às situações e meios que os envolvem, como mudam de discurso e de prioridades. È o conjunto destas habilidades impares que lhes confere o estatuto de animais políticos.

Mas se estas características até podem ser aplaudidas pelos apreciadores do marketing e da comunicação política, estranho é quando são encaradas como qualidades pelo eleitorado. Fará sentido depositar o voto em alguém com uma incrível capacidade de mudar de perfil, de discurso, com uma habilidade grande para se adaptar, para dar a volta e até ludibriar aqueles que o rodeiam? O voto assumido em animais políticos é, a meu ver, um dos fenómenos mais intrigantes do estudo dos comportamentos eleitorais. Se calhar chegámos a uma variante do mitico slogan político brasileiro: “aldraba, mas faz!”

Artigo hoje publicado no Açoriano Oriental
(Imagem: Riskici)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A aposta arriscada

Passos Coelho está com uma estratégia frontalmente arriscada. O facto de defender "reformas" ainda mais profundas do que o acordo da troika reflecte isso mesmo. É certo que o eleitorado português já mostrou inúmeras vezes gostar de figuras austeras, defensoras de um Portugal poupadinho, de cinto bem apertado. Mas o liberal Passos Coelho continua longe de encaixar nesse perfil. O seu destino pode mudar, mas até agora tem estado a pagar caro por tal aposta.
(Imagem: Flickr PSD).

domingo, 15 de maio de 2011

A época de ouro dos blogues chegou ao fim?

Já há algum tempo que se nota que a blogosfera nacional se encontra algo estagnada. Não surgem grandes novidades e, pelo que vou falando com conhecidos destas lides, é notória a diminuição do número de visitas em benefício das redes sociais. No que à blogosfera política diz respeito, não deixa de ser sintomático que, em tempos de campanha eleitoral, ainda não tenham surgido (que eu saiba) grandes blogues colectivos de apoio a candidaturas.
(Imagem: Seu sucesso)

ATTAC à Crise

quinta-feira, 12 de maio de 2011

É "chato"...


Um fait diver indiscutível, mas com um efeito brutal, acabou de tomar de assalto a campanha. Vamos ter toda a agente no café, nos transportes públicos, no local de trabalho a falar de pêlo púbico. Vamos ter piadas e trocadilhos com esta questão para todos os gostos. Quanto a Catroga, se calhar o melhor era não aparecer até 6 de Junho. É "chato", mas julgo que não há volta a dar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Vai uma aposta?

Vejo uma série de comentadores a concordar que, no debate de há pouco, Louçã só esteve menos bem (vulgo Sócrates esteve menos mal) na parte em que se discutiu a reestruturação da dívida. O primeiro-ministro desenhou rapidamente um cenário apocalíptico caso Portugal assumisse tal posição. Vai uma aposta como em menos de 6 meses teremos o PS, com ou sem Sócrates, no governo ou na oposição, a defender tal posição?
(Imagem: SIC Notícias)

domingo, 8 de maio de 2011

O Embaraço




Tem sido interessante acompanhar como uma série de personalidades com um pensamento assumidamente liberal qualificam as medidas do acordo com a troika. Lobo Xavier, na última edição da Quadratura do Círculo, não poupou elogios às "reformas" que aí vêm. Ao menos foi sincero...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os Excêntricos





Hoje aderi à greve. Julgo que nem vale a pena enumerar as razões. Mas é curioso ver como, em inúmeros sectores da administração pública, sobretudo nos mais rejuvesnecidos e qualificados (que não na educação e na saúde), aderir a uma greve é uma excentricidade. Uma espécie de atitude retro, que até se acha piada, mas na "casa dos outros". Dá que pensar, não?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sobre o Animalismo Político



É consensual nos diversos quadrantes que a forma como José Sócrates gere a comunicação política ficará para a história do spin doctorismo em Portugal. Mas ontem deu-se mais um passo neste sentido. Com mais ou menos descaramento, melhor ou menor disfarçado, o primeiro-ministro conseguiu colocar em circulação a mensagem de que afinal o mundo não vai acabar graças à forma patriótica como o Executivo defendeu os interesses nacionais. Notável...

Reforço a mensagem que já aqui escrevi anteriormente. Sócrates é um animal político como nunca se viu em Portugal. Mas é estranho ver tanta gente a aplaudir tal característica como se de uma qualidade se tratasse. É que os animais politicos distinguem-se nomeadamente pela sua capacidade de dar a volta/ludibriar (vulgo enganar) o meio que o rodeia. O eleitorado apreciar religiosamente tal característica num líder político acaba por ser, no mínimo, paradoxal.

(Imagem: Lanzas)

terça-feira, 3 de maio de 2011

E a democracia, pá?



Têm sido naturalmente muitas as questões que se têm levantado a propósito da vinda da troika. Vêm cá para ajudar a recuperação económica ou apenas para garantir que pagamos aos credores? E qual o grau de sucesso deste tipo de intervenção? No entanto, para lá destas questões naturalmente importantes, está a passar relativamente incólume o facto de estar a ser exigido a um país a poucas semanas de eleições um compromisso definitivo sobre as políticas que adoptará como contrapartida ao empréstimo. Rejeita-se assim ao novo governo a capacidade de governar o país, de tomar opções e de definir rumos políticos. Ou seja, age-se como se umas eleições legislativas fossem um pormenor ou uma formalidade institucional. E se tivermos em conta que a troika não é constituída apenas pelos mauzões do FMI e do BCE, mas também por representantes da Comissão Europeia, percebe-se um pouco melhor a gravidade desta situação.

A bem dizer, Passos Coelho e Cavaco Silva chamaram desde logo a atenção para esta situação. Sugeriram um empréstimo intercalar antes das eleições que permitiria uma nova negociação após as mesmas. No entanto, tal hipótese foi considerada ridícula pela vasta maioria dos seus opositores, presumindo que o Presidente e o líder do PSD apenas reclamaram tal solução a pensar no interesse que tal cenário teria para o partido laranja. Ou seja, pensado tratar-se de uma simples tentativa de desresponsabilização do PSD, contribui-se para branquear um cenário que constitui practicamente um atropelo democrático.

O episódio dos programas eleitorais dos dois principais partidos, que fez correr alguma tinta durante a última semana, demonstra bem a situação paradoxal em que se caiu. Por um lado, temos um programa eleitoral do PS que, segundo muitos, é pouco mais de uma reedição do programa apresentado em 2009 (altura em que se garantia que a economia nacional estava a entrar em retoma e que o investimento público era a chave da solução). Apresenta-se portanto um programa que parece ignorar o acordo em que o PS está envolvido. Do outro lado, temos a praticamente a um mês das eleições, o maior partido da oposição ainda sem programa. E se por um lado o argumento de estar a aguardar o plano de resgate a Portugal até faz algum sentido, é difícil justificar que se é a principal alternativa ao actual governo sem se ter ainda um programa que o demonstre com clareza.

Existem, portanto, paradoxos para todos os gostos reflectindo uma situação de grave perda de soberania política do país como um todo. Questão esta agravada por uma perversão evidente deste tipo de intervenção externa, que é aliás um dos traços que a melhor distingue do conceito de ajuda: é que os países que “beneficiam” deste tipo de intervenção não são livres de encontrar os mecanismos adequados para cumprir os seus compromissos. Pelo contrário, os credores exigem uma série de medidas internas que, a pretexto de serem uma salvaguarda para que a situação não se repita, já demonstraram inúmeras vezes adoecer ainda mais o doente.

Chegamos assim a um ponto em que os Portugueses irão às urnas e os três partidos do arco da governação apresentam alternativas políticas limitadíssimas. É certo que a fraca distinção político-ideológica das forças do centro político em Portugal é algo academicamente demonstrado. Mas desta vez tal fenómeno é literalmente imposto, por um conjunto de entidades externas, a poucas semanas de um acto eleitoral. Um atropelo democrático cuja gravidade simbólica e real parece estar a incomodar pouco a intelligentsia nacional.


Artigo publicado hoje no Açoriano Oriental

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Abater ou julgar?

É curioso como nas reacções à morte de Bin Laden, ninguém mencione sequer o facto de ser lamentável que não tenha existido a possibilidade de o julgar. Destaco este facto não só por ser um direito humano, mas sobretudo porque é dificil acreditar que qualquer justiça seja feita com um "simples" tiro na cabeça de um terrorista como Bin Laden. O mesmo se passou com Saddam Hussein que, após ser capturado, foi rapidamente enforcado.

O raciocício de quem toma estes tipo de decisões (abater ou levar a julgamento) é simples: esta última hipótese é desgastante e até perigosa pelo que pode vir a revelar ou despoletar. Perante tal equação, a ordem é quase sempre para se proceder ao abate. E pelos vistos, com maiores ou menores instintos western, a vasta maioria da opinião não se incomoda ou sequer questiona esta opção.

domingo, 1 de maio de 2011

E convergência sindical, hein?

Bem sei que pode ser um pouco lírico para muitos, mas será que num momento como o actual não seria de esperar maiores demonstrações de convergência por parte das duas centrais sindicais? Comemorações conjuntas do 1º de Maio, por exemplo, é uma utopia?

O país dos livros


A Feira do Livro deixa-me sempre embasbacado com o quanto se consegue publicar em Portugal. Num país com os conhecidos problemas na estrutura de qualificações, mesmo assim edita-se anualmente um número impressionante de livros. Até podem ser edições com tiragens mínimas, mas a vitalidade do nosso mercado livreiro mostra bem que nem tudo vai (assim tão) mal neste rectângulo à beira mar plantado.