Parece que Marques Mendes tem também algumas pontas soltas no seu passado em Oeiras. A judicialização da luta política pode ter efeitos nefastos. Mas o currículo pouco claro dos líderes políticos portugueses é também preocupante.Isaltino Morais questionou a Universidade Atlântica sobre o pagamento do então presidente da Direcção, Marques Mendes, com senhas de presença durante quase três anos. Pelos vistos, a própria nomeação de Marques Mendes para a Direcção da Atlântica, em 1999, possui uma irregularidade latente. Então presidente da Assembleia Municipal de Oeiras, Marques Mendes não poderia beneficiar de uma nomeação para uma empresa cujo município era o principal proprietário. (Ver noticia)
Procurando uma pequena desforra de Marques Mendes, Isaltino acabou por colocar em causa as suas próprias decisões. No entanto, o presente caso apenas demonstra o perigo da judicialização da luta política. No seguimento de casos recentes como a Independente, ou o Braga Parques em Lisboa, o líder do principal partido da oposição vê-se agora envolvido numa acusação de irregularidades cometidas no passado.
Naturalmente, os últimos casos judiciais envolvendo a classe política levam-nos mais uma vez a reflectir sobre a idoneidade desta. Não é um assunto novo, antes pelo contrário. No entanto, a crescente judicialização da luta política é preocupante. Qualquer opositor procurará incomodar um qualquer adversário revirando, para tal, o seu passado em busca de irregularidades.
A democracia não ganha com tais métodos. Mas não deixa também de ser preocupante que tantos responsáveis políticos tenham passados que não possam ser “revirados”…
Quais as consequências deste caso? Para já, Sócrates deve estar a sorrir. Afinal de contas não é só ele que tem problemas com as universidades. Por seu turno, Carmona festeja. Estava já cansado de ser o bode espiatório das últimas semanas no PSD.
ResponderEliminarMas não há ninguém sério neste país?
ResponderEliminarE ainda por cima, as falcatruas são todas cometidas no exercício dos cargos públicos ou envolvendo dinheiros públicos.
É só roubar ao contribuinte. Não admira que as pessoas desconfiem cada vez mais da classe política.
Catarina