Um dia a Somague acordou e disse: “Eu vou ajudar o país, a nossa república, a nossa democracia. Vou contribuir para o progresso, para o desenvolvimento, para a liberdade e igualdade em Portugal!” E assim foi. Nesse mesmo dia, uma ajudinha de 233 000 € para o PSD. É razoável, não?O Ministério Público considerou não existirem razões para abertura de um inquérito criminal no caso Somague/PSD. No fundo, confirma-se que a Somague pagou uma factura do PSD e JSD no valor de 233 415 €. Mas, e como sublinha Vital Moreira, tal revela apenas que o Ministério Público não encontrou, para já, indícios que a Somague tenha sido beneficiada com tão louvável e prestável acto aquando das eleições autárquicas de 2001.
Bem sei que a nossa democracia ainda olha com extrema desconfiança o financiamento partidário. Contrariamente ao que acontece noutros países, é sempre visto como algo obscuro, difícil de tratar. Mas, e não querendo ser demagógico, pergunto-me o que terá motivado o gigante da construção civil Somague a tão preciosamente ajudar o PSD?
O seu Conselho de Administração terá sido iluminado sobre o valor da democracia e dos partidos, decidindo assim, de forma benemérita e totalmente filantrópica, apoiar uma força política em necessidade? Se assim foi, bem-haja a Somague. Os seus administradores possuem já um lugar reservado no céu…
Não há almoços gratis
ResponderEliminarÉ fantástico como a noticia foi celebrada pelo PSD. Marques Mendes mostrou-se aliviado. O que é estranho, visto que o PSD não foi ilibado, mas sim não se descobriram indicios.
ResponderEliminarOs restantes partidos, nomeadamente PS e CDS mantiveram-se caladinhos. Não vá esta investigação trazer ideias estranhas de auditorias às suas contas.
Viva a Somague, a grande mecenas da nossa democracia!
ResponderEliminarÉ má vontade nossa.
ResponderEliminarTemos umas mentes porcas...
Qualquer grande empresa ou grande empresário faz estas coisas, todos os dias, desinteressadamente.
Sem dúvida grandes patrocinadores do "regime" democrático-totalitário-parcial em que se vive no Portugal de hoje.
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