O Público divulga hoje uma curta entrevista a Michael Werts sobre as invulgares eleições americanas. O professor da Georgetown disserta sobre as particularidades dos diversos candidatos, destacando naturalmente o fenómeno superstar Obama e as desconfianças que recaem sobre HillaryWertz sublinha não existirem diferenças políticas significativas entre Hillary e Obama, acabando por ser mais uma questão “teórica e psicológica do que política”.
Sobre Obama: “Obama é espantoso. Se for a um comício, percebe que há um campo de forças que ele emana ao qual é muito, muito difícil resistir. (…) Obama consegue criar uma atmosfera quase transcendente. Não é só o poder que emana de uma superstar, é mais. É representar algo com o qual toda a gente sonha na América. (…) Ele simboliza já não o sonho americano do imigrante do século XIX, mas o sonho americano das classes médias educadas da América do século XXI. (…) O facto de ter evitado especificar muito as suas políticas abre um espaço imaginário em que as pessoas se podem rever, projectando em alguém de que gostam imediatamente, e que é um orador fantástico, todos os seus desejos."
Sobre Hillary: "Do lado republicano, (a menos valia de Hillary) se deve ao facto de Bill Clinton ter provocado enorme raiva quando lhes "roubou" a Casa Branca, a que estavam habituados há 40 anos, com o interregno de Carter. Do lado democrata, o problema de Hillary é que há ainda muita gente que critica Bill Clinton por ter abandonado os valores tradicionais democratas e ser demasiado centrista. Ela paga por isso tudo."
Eis uma boa síntese de factores quase banais, mas decisivos, que influenciarão fortemente as eleições democratas.
Sobre Hillary: "Do lado republicano, (a menos valia de Hillary) se deve ao facto de Bill Clinton ter provocado enorme raiva quando lhes "roubou" a Casa Branca, a que estavam habituados há 40 anos, com o interregno de Carter. Do lado democrata, o problema de Hillary é que há ainda muita gente que critica Bill Clinton por ter abandonado os valores tradicionais democratas e ser demasiado centrista. Ela paga por isso tudo."
Eis uma boa síntese de factores quase banais, mas decisivos, que influenciarão fortemente as eleições democratas.
Obama é, de facto, fantástico... Nunca conheci um fenómeno político igual!
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