segunda-feira, 8 de junho de 2009

Coitado do Dias Loureiro


Segundo o Correio da Manhã, Dias Loureiro não tem bens em seu nome, exceptuando uma ou outra conta bancária com valores pouco significativos. Todo o seu património está em nome de familiares. Já viram? O senhor é tão distraído, tão distraído, que até não tem bens em seu nome… Coitado…
(imagem retirada daqui)

Esperar que o PSD perca?

O resultado de ontem constituiu um terramoto para as hostes socialistas. O que agora começa a estar causa para Outubro não é o ter ou não ter maioria absoluta. É sim o ganhar ou perder as eleições.

As eleições não se ganham, perdem-se. O PSD teve de esperar que o PS perdesse. Até Outubro, para além de optar pelo tipo de caminho a seguir, é possível que o PS tenha de esperar que o PSD perca.

É que o PSD pode ter embarcado num tipo de dinâmica vitoriosa complicada de parar. Ainda é cedo para ter certezas a este respeito. Mas é, sem dúvida, uma das possibilidades em cima da mesa. E escusado será dizer que esperar que o outro perca é sempre um pouco chato.
(imagem retirada daqui)

E agora, PS?


O PS deve perder um bocadinho de tempo a reflectir sobre o que ainda poderá fazer para os embates que se avizinham. Remodelação governamental e deixar cair algumas políticas que tanta tensão têm gerado? Ou seguir um rumo coerente com os últimos anos, num misto de kamikazismo e calimerismo?

A solução, a existir, deverá estar algures no meio destas duas possibilidades uma vez que a adopção de qualquer uma delas de forma isolada não seria bem acolhida pela opinião pública/opinião publicada.
(imagem retirada daqui)

Todos Ganharam… Excepto o PS


Os resultados de ontem foram deveras surpreendentes porque apenas um partido perdeu em todas as frentes. Os restantes 4 principais partidos tiveram bons resultados. Estranho, não é? Mas foi o que de facto aconteceu.

O PSD, de forma quase inacreditável tendo em conta o que se passava há um mês e meio atrás, conseguiu vencer as eleições. É interessante ver como um resultado colado aos 30% está a dar para fazer uma festa tão grande.

Se 9% já era um bom resultado para o Bloco, obter 10,7% é uma subida estrondosa. Não restam dúvidas de que é partido que tem vindo a crescer muito para além de muitas previsões. E o seu potencial de crescimento teima em alargar-se constantemente.

A CDU obter 10,7% também é um grande resultado. Mais uma vez, contrariando todas as expectativas, o PCP “teima em não definhar”. E consegue tal resultado mesmo quando aquele que era apontado como o seu carrasco (o BE) também tem um excelente resultado.

O CDS também conseguiu ter um bom resultado. Com sondagens que não passavam dos 5% ou 6% no limite (uma até chegou a dar 3%), o CDS obteve 8,5%. Foram a 5ª força política, é certo. Mas por mais que me custe dizer, Portas e Melo têm razão para estarem contentes.

Até o resultado do MEP foi surpreendente. 1,5% não é bom, mas também não é mau de todo para uma força política que acabou de nascer. Quem sabe se em Outubro não conseguirão eleger alguém para a AR? Para já, não arrisco palpites

Todas as vitórias acima foram possíveis porque a lógica bipolarista foi atenuada. É um facto que há muito não sucedia e alguns já se apressaram a lamentar os resultados dos extremos. São, portanto, pouco crentes na flexibilidade da democracia e na capacidade que esta possui em chocalhar positivamente o status quo político.
(imagem retirada daqui)

domingo, 7 de junho de 2009

Apelo Musicado

E vergonha, hein?


De há uns meses para cá, quem passeia pela Baixa de Lisboa viu surgirem as faixas acima em edifícios antigos. Recorrendo a uma técnica que julgo ter sido inaugurada em Lisboa por Santana Lopes, o Executivo camarário autopromove-se anunciando que já deu luz verde para a remodelação de determinados edifícios antigos.

Para o efeito, solicita que os proprietários fixem as faixas acima para toda a gente poder ver que a Câmara está a trabalhar. Mas enfim, julgo que a maioria das pessoas até já deu de barato este tipo de propagandismo algo terceiro-mundista.

No entanto, ontem ao passear pela Baixa deparei-me com uma novidade. Já não bastava o Executivo camarário usar o dinheiro público para se autopromover com as faixas gabarolas acima, agora usa-o também para pressionar e apontar o dedo ao outro órgão democrático da autarquia: a Assembleia Municipal.


A foto acima é bastante elucidativa. Enfim... Um bocadinho de vergonha por este tipo de acções era bem-vinda, não?
(1ª imagem retirada daqui)

Na mouche!

Grande artigo de São José de Almeida no Público sobre a formação do MPI - Movimento pela Igualdade e o que este poderá representar na defesa dos direitos dos homossexuais. Não poderia estar mais de acordo. Recomendo fortemente a leitura na integra aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Para Reflectir


Enquanto o país roia as unhas colado à SIC, assistindo aos últimos 10 minutos do jogo da Selecção (empatado na altura), Cavaco Silva falava ao país na RTP de umas eleições que diz que vão acontecer amanhã e diz que são importantes...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tudo Bons Rapazes

A notícia sobre as intenções do Banco Efisa (Grupo BPN/SLN) em recrutar especificamente um distinto membro do PS para o seu Conselho de Administração é sinistra. Oliveira Martins, Cravinho, Vera Jardim, Augusto Mateus ou Alberto Costa foram algumas das possibilidades apontadas.

Como é evidente, tal não atribui qualquer tipo de responsabilidade aos visados. Mas coloca a tónica nas badaladas pouco transparentes relações entre o poder económico e o poder político. Sim, porque tal não acontece só no sector financeiro. Vá-se lá saber porquê mas os ex-ministros ou outras destacadas figuras dos partidos do arco governamental parecem ter sempre uma tremenda facilidade em ser colocados em cargos de topo de grandes grupos económicos.
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A verdade é conhecida de todo um povo: ser ex-ministro ou militante destacado de um partido de poder dá currículo e abre muitas portas. E essas portas no privado abrem-se porque esperam igual retribuição do arco do poder.
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Trata-se de um fenómeno que devia ser estudado em Portugal, nomeadamente no âmbito da Ciência Política. Em vez de se procurar aferir o percurso das elites políticas antes do exercício do poder, seria tão ou mais interessante aferir o percurso das elites elites políticas após o exercício do poder.

Imparcialidades Jornalisticas


"...MMG presta, paradoxalmente, um bom serviço ao jornalismo. O de lhe (nos) dar um pretexto para pensar - para se (nos) pensar(mos). Demasiado complicado? Não oportuno? Sim, é complicado. Mas urgente. Porque fingir que o jornalismo não se faz de escolhas e de perspectivas, que não depende de uma atitude deliberada e consciente de construção da verdade, é elidir a questão fundamental - a da honestidade." (Fernanda Câncio, DN, 05/06/2009)
(Imagem retirada daqui)

Obama e o Discurso do Cairo


Ainda não vi a versão integral acima (via Entre as Brumas da Memória), mas as primeiras opiniões sobre o discurso ontem proferido e sobre esta tentativa de aproximação dos EUA ao mundo muçulmano parecem muito positivas.
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"Nenhum sistema de Governo pode ou deve ser imposto por uma nação sobre outra. [...] A América não acha que sabe o que é melhor para toda a gente [...] Mas acredito que todos os povos querem certas coisas: a possibilidade de dizer o que pensam e ter algo a dizer no modo como são governados, confiança no Estado de direito e na igualdade da justiça, transparência de um Governo que não roube o que é do povo, liberdade de se viver como se queira. Estas não são apenas ideias americanas, são direitos humanos, e por isso é que os apoiaremos em todo o lado." (Via Público)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A 5º Força Política


Em Fevereiro de 2005, Portas demitiu-se depois de um mau resultado nas legislativas. O CDS obteve então 7,26% e o Bloco ficou a menos de 1 ponto. Entre outros argumentos, Paulo Portas sublinhou que “Não há nenhum país civilizado no Mundo onde a diferença entre trotskistas e democratas-cristãos seja de um por cento.

Nestas Europeias, as sondagens teimam em ser desastrosas para o CDS (a Marktest dá hoje 3,3% aos populares). A não ser que uma surpresa gigantesca suceda, o CDS será mesmo a 5ª força política. Como reagirá Portas? Assobiará para o lado? Sim, provavelmente sim. Terá de engolir em seco e continuar a remar seja para onde for. É a vida...

Holy shit! A tendência mantém-se

A sondagem da Marktest coloca pela primeira vez o PSD à frente do PS. Apesar do empate técnico manter-se, alguns até já chamaram a este progressivo recuo do PS como o “efeito Vital Sasson” (lamento não me recordar do autor). Domingo promete ser um dia de emoções fortes.
(imagem retirada daqui)

Tiananmen

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20 anos depois, estas imagens continuam a impressionar. São de um simbolismo ímpar. 20 anos depois, os chineses continuam à espera da democracia. E ninguém arrisca palpites sobre quando ela chegará.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ideias a Reter sobre a Aposta do PS

Ontem pelas 23h houve uma edição especial sobre as Europeias na SIC-N. Uma mesa composta por diversos directores de jornais comentou as últimas da campanha. Destaco duas ideias interessantes sobre a aposta do PS em Vital Moreira:

1) Paulo Rangel está a sair-se bem na campanha porque está à vontade e bem sintonizado com o partido que representa. O mesmo não se pode dizer de Vital que já entrou diversas vezes em contradição explícita com o PS. (Ricardo Costa)
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2) É um erro pensar-se que um candidato que mudou de área política pode ter mais capacidade de ir buscar votos à área que abandonou. Antes pelo contrário. Os eleitores da área que abandonou são-lhe mais adversos porque não lhe perdoam a “traição”. (José Manuel Fernandes)
(imagem retirada daqui)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Calma que agora está a dar prejuízo


Depois dos prejuizos de 285 milhões em 2008, Mário Lino veio dizer que a TAP não será privatizada este ano. Segundo o ministro, o Governo “está concentrado em sanear financeiramente a TAP”. A novela da TAP teima em não terminar. Quando a companhia começa dar lucro, o fantasma da privatização surge de imediato. Quando dá prejuizo, o referido fantasminha brincalhão desaparece de imediato. Curioso, não é?
(imagem retirada daqui)

Sobre os novos partidos

Estas Europeias são a primeira prova de fogo dos recém-fundados MEP e MMS. O seu primeiro desempenho eleitoral será importante para o futuro, embora as legislativas e autárquicas se apresentem como segunda e terceira oportunidades.

Presentemente, a não ser que um milagre suceda, será quase impossível qualquer um destes partidos eleger alguém já no próximo Domingo. Não conseguiram marcar minimamente a agenda. Faltou-lhes agarrar algum tipo de protagonismo. Não mereceram sequer qualquer palavra dos grandes partidos. Assim sendo, o seu futuro apresenta-se para já como muito complicado.
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Conseguirão inverter esta lógica até Setembro ou Outubro? Vai ser muito difícil. Mas até à lavagem dos cestos é vindima. Vamos ver.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dossier Eleições 2009 – Público


Através do Paulo Querido, olhei mais atentamente para o dossier Eleições 2009 disponibilizado pelo Público (http://eleicoes2009.publico.pt/). Um espaço agregador de tudo (ou quase tudo) o que se vai surgindo na web sobre as eleições, da comunicação social ao twitter, passando pela blogosfera, não esquecendo as sondagens e as estatísticas à menções online sobre as eleições. Um espaço interessante de acompanhar.

Agregado a este espaço está também um blog dedicado às eleições, escrito por uma série de convidados conhecidos do espaço blogosférico. Vale a também a pena ir acompanhando o que por lá se diz. Nomeadamente a diversidade do que por lá se diz. Fica a sugestão.

Ó Pedro, que deselegância

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Em primeiro lugar porque se o PSD ficar muito próximo do PS, tal até pode ser considerada uma quase vitória (tendo em conta o lamaçal onde estava mergulhado há apenas 2 ou 3 meses atrás).

Em segundo lugar, mesmo que Passos Coelho tivesse razão, é daquele tipo de comentários que se espera que venha de comentadores ou de adversários do partido, não de dentro. Sobretudo a 1 semana das eleições. Mas enfim, o PSD é sempre muito peculiar nestes domínios.
(foto retirada daqui)

Uma salva de palmas para mim, sff

Já passaram 5 meses desde o último cigarro. A verdade é que não está a ser complicado. A vontade de fumar continua a surgir. Uma espécie de saudade de um amigo da onça... Mas apenas esporadicamente. Já que cheguei até aqui, nem me passa pela cabeça desperdiçar este recorde. Transformou-se agora numa questão de orgulho. Obrigado, obrigado. :)