quinta-feira, 9 de julho de 2009

Coitado do Isaltino...


O Ministério Público pediu hoje uma pena de prisão efectiva superior a 5 anos para Isaltino Morais. Algo perfeitamente plausível no panorama da justiça portuguesa... Sem dúvida... Até porque, como todos sabemos, este tipo de autarcas em Portugal são sempre condenados, não é? Nunca têm hipóteses, os coitados. É um horror...
(Imagem: RTP)

Manif Soft-Hardcore


Ontem houve uma manifestação de cerca de 200 estivadores em frente à Assembleia da República. Dispararam petardos, acenderam tochas e trouxeram coletes reflectores que diziam “Don’t fuck my job”. As palavras de ordem foram assim, como hei-de dizer... Um bocadinho fortes, digamos: “Sócrates, escuta! És um filho da %&$#.
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Questionados sobre a escolha da frase em inglês para os coletes responderam: “Escolhemos essa frase talvez porque inglês fique mais soft”. E sobre a força dos meios e das palavras de ordem utilizadas: “São pequenos sinais da nossa revolta”.
(Imagem: Myspace Monjada)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A China e as medidas do costume


Os acontecimentos dos últimos dias em Urumqi assumiram já uma gravidade extrema. Contrariamente ao que as primeiras notícias tentaram fazer crer, não se trata de um conflito inter-étnico sem qualquer sentido. Tratam-se sim de protestos por parte da etnia mulçumana Uigur que há muito se sente discriminada pelas autoridades chinesas. Autoridades estas que, por sua vez, são totalmente dominadas pela etnia Han (maioritária na China). Mais info aqui e aqui.

As autoridades chinesas reagiram aos protestos com a brutalidade implacável que é típica neste tipo de regimes: cerca de 400 mortos (segundo os representantes Uigur), mais de 1400 detidos, milhares de militares para a zona para controlar a situação e as já badaladas restrições nas liberdades fundamentais (recolher obrigatório, proibição de manifestações, bloqueios no acesso à informação, nomeadamente online e com especial destaque para redes sociais perigosas como o Twitter ou o Facebook). O costume, portanto. E não se preocupem porque já está tudo "sob controle".


(Imagem: Mary Hennock Newsweek)

Venho o diabo e escolha


Não sei o que achar pior. Se a politização algo ridicula em torno do suposto facilitismo dos exames nacionais ou, por outro lado, o Ministério da Educação argumentar que os resultados deste ano desceram porque os alunos estudaram menos a contar com os facilitismos…


(Imagem: Obvious)

RIP Michael Jackson


(Via Spam Cartoon)

Big Mistake...

O trabalho desenvolvido pela Comissão de Inquérito ao BPN nos últimos meses foi positivamente reconhecido da esquerda à direita. E é natural que o acordo quanto às conclusões fosse duro. E que cada força política se esforçasse desmesuradamente por ver lá reflectida a sua visão do caso.

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Mas aprovar o relatório isoladamente como o PS fez, sem se preocupar com grandes consensos, correspondeu a praticamente destruir o trabalho de meses. Foi mau. Chega a ser vergonhoso até. Em última análise, os delatores do BPN devem estar satisfeitos. Afinal de contas, o PS conseguiu com um passo de mágica romper os importantes consensos que se estavam a formar em torno desta questão.

(Imagem: Daylife)


terça-feira, 7 de julho de 2009

O poder das Redes Sociais

Sensivelmente desde Janeiro, o Activismo de Sofá fez-se representar em diversas redes sociais. Do Twitter ao Flickr, passando naturalmente pelo Youtube, pelo Facebook e até pelo Blip, foram criados um perfis deste blog e a sua actividade tem-se desmultiplicado nestes diversos domínios.
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E, em jeito de primeiro balanço, os resultados não poderiam ser mais encorajadores. Não só a presença nestas redes tem sido muito bem recebida (no Facebook tem mais de 1100 amigos e no Twitter está quase a atingir os 900), como o feedback obtido tem sido muito significativo. Por exemplo, recebem-se mais comentários aos posts no Facebook do que no próprio blog. E os visitantes que nos chegam através do Facebook ou do Twitter são cada vez mais.
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Posto isto, fica novamente o conselho para muitos dos que por aqui passam, nomeadamente os que possuem blogs: se ainda não possuem perfis nas referidas redes (com destaque para o Twitter e Facebook), criem-nos já! Caso contrário, estarão a excluir-se de dinâmicas online absolutamente deliciosas.
Nota: Endereços do Activismo de Sofá em redes sociais: Twitter - www.twitter.com/activismodesofa; Facebook - www.facebook.com/activismodesofa; Youtube - www.youtube.com/activismodesofa; Flickr - www.flickr.com/activismodesofa; Blip - www.blip.com/activismodesofa.

Hipocrisias

Um grande vendaval levantou-se em torno da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM). Fundada em 2008, beneficiará de um financiamentos públicos e privados de muitos milhões para gerir o programas e-escolinha e e-escola. O PSD acusa esta fundação de ser obscura, pouco transparente, entre outras adjectivações do género. Mas o que se pode esperar deste tipo de novos organismos que, do nada, assumem o estatuto de fundações?

Como é sabido, de há uns anos para cá, o sonho de qualquer gestor público é liderar uma fundação de natureza pública. Estes organismos não está obrigados a todo um leque de espartilhos que acompanham a restante Administração Pública. Possuem muito maior liberdade em termos de contratação, de definição de vencimentos e regalias para os seus quadros, estão libertos de grande parte dos constrangimentos na aquisição de serviços exigidos pelo código das contratações públicas, não prestam contas da mesma maneira, entre muitas outras mais-valias.
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Posto isto, o problema da transparência da Fundação das Comunicações Móveis começa precisamente no facto de ser uma fundação. Porque não um Instituto Público ou uma Direcção Geral, por exemplo? Ah pois é… Mas isto o PSD não se atreve a dizer. Criticam hipocritamente a falta de transparência de organismos que mais não são do que a nova Administração Pública que tanto defendem e praticam quando estão no Governo. A nova Administração Pública que é tão leve, tão leve, que não tem tempo para ser transparente. Sejamos sérios, sff.
(Imagem: Clown Link)

Políticos de férias, crime na certa

Estava esperançado de que este ano teríamos menos vagas de crime durante o Verão. Com eleições à porta, os telejornais teriam menos espaço para o assalto à bomba de gasolina da Freixo de Espada ou à lavandaria da Rua da Glória. No entanto, pelos vistos os líderes políticos sempre vão ter férias, mesmo que curtas. Enfim… É razão para ficarmos preocupados. Como temos visto em anos anteriores, os criminosos não perdoam.
(Imagem: Comic Vine)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sobre as Duplas Candidaturas


Apesar de vir tarde e após a lamentável situação de Ana Gomes e de Elisa Ferreira nas Europeias, é de saudar a decisão socialista de não aprovar candidaturas duplas (às autárquicas e às legislativas). O PSD já tomara tal resolução em Janeiro. Sobretudo no caso dos grandes partidos, as duplas candidaturas (quais Van Dammes, quais quê) representavam uma forma já um pouco retro de desrespeito claro aos eleitores.

domingo, 5 de julho de 2009

Tornar possível o impossível...


Dois anos depois de ter conseguido conquistar a Câmara de Lisboa a um PSD totalmente desfeito e descredibilizado, António Costa ameaça agora perdê-la para Santana Lopes. A sondagem hoje divulgada apresenta o PSD e sua coligação a 1 ponto do PS. Sem menosprezar naturalmente o poder do menino guerreiro, o que António Costa conseguiu fazer é uma façanha. O seu mandato foi tão fraco que conseguiu transformar um acto eleitoral que era suposto ser um passeio para o PS em Lisboa num combate verdadeiramente renhido. Notável, sem dúvida...
(Imagem: RTP)

sábado, 4 de julho de 2009

Portraits from the West Coast of Europe

Como seria de esperar, o gesto de Manuel Pinho está a ser alvo das mais diversas graçolas. Confesso que estou a tentar não dar a este assunto mais espaço do que ele objectivamente merece. Mas é dificil resistir à publicação da imagem acima (via 31 da Armada).

A Política das Gaffes


Curta Colectânea de Gaffes nas Política Portuguesa. (Via SIC)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Qualidade da Democracia e Comparações Internacionais


O estudo hoje divulgado pela SEDES debruça-se sobre um tema que assume uma relevãncia impar na ciência política contemporânea: a qualidade da democracia. No fundo, o posicionamento e avaliação dos cidadãos perante as instituições, perante os valores e perante os direitos democráticos. E o estudo hoje divulgado pela SEDES aponta importantes questões a este respeito sobre a realidade nacional.

No entanto, e embora globalmente positiva, a cobertura mediática que o tema mereceu pecou por não fazer qualquer referência a comparações internacinais. Ou seja, o facto de 51% dos portugueses se declararem nada ou pouco satisfeitos com a democracia é grave. Mas, se tal valor for semelhante aos Estados Unidos, à Suécia, à Grã-Bretanha, à Noruega, à Dinamarca, à França ou à Alemanha, diria que se calhar temos razões para estar menos preocupados. As comparações internacionais são centrais para se poder análisar este tipo de dados.

Sabe a pouco

Como já foi mais do que sublinhado, o episódio de Manuel Pinho não caiu nada bem e poderá terá consequências negativas para o PS. Foi um episódio extemporâneo? Sim, claro que sim. Acontece aos melhores? Sim, até acontece. Trata-se de um fait diver? Sim, podemos dizer que sim. Pode ser ignorado ou arrumado com facilidade? Não, evidentemente que não.

Trata-se de um insólito capaz de bater em termos mediáticos a pior das políticas. Assenta na perfeição na regra da “imagem que vale mais do que mil palavras”. E, sobretudo, trata-se de um momento que é capaz de desviar a atenção do mais sério dos assuntos. Por isso, pese embora a tentação de discutir a forma, o pormenor, o superficial, vamos sim esperar que este assunto saia da agenda com a brevidade possível (sublinho o “possível”).

Manuel Pinho caiu. E caiu por causa de uma gaffe que, vejam lá, se calhar poderia ter acontecido a qualquer um. Passada a natural reacção a quente ao momento, vendo bem até é pena. É pena que a demissão não tenha decorrido de motivos políticos a sério. Assim sabe a pouco.

O gesto de Manuel Pinho (versão desenho animado)

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Não sei porquê mas o gesto de Manuel Pinho fez-me recordar uns desenhos animados que eram excelentes. Lembram-se do Bocas? ;)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O gesto de Manuel Pinho


Num momento em que o Governo atravessa o pior momento de sempre, numa altura em que tem de dar tudo por tudo para nada falhar, para tudo sair perfeito, Manuel Pinho proporciona um momento que ficará para história. Sócrates esteve bem ao repudiar imediatamente, tentanto assim emendar o erro. O problema é que estes não são tempos de emendar. São tempos de não errar.
(Imagem: SIC)

Tributo à Amnésia

No mesmo dia, dois acontecimentos brilhantes procuraram celebrar a importância da amnésia em Lisboa. Por um lado, António Costa, lançou um duro ataque a Mário Lino por a autarquia ter sido afastada da Administração do Metro. “Não é a única nódoa provinda do Ministério das Obras Públicas, onde lamentavelmente as nódoas se têm sucedido", afirmou o presidente da CML.
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O mesmo António Costa que, nestes últimos dois anos, portou-se como um excelente acólito das posições governamentais. Basta lembrar a questão da localização do aeroporto ou o caso da barreira de contentores do Porto de Lisboa. A proximidade das eleições exige sempre alguma irreverência. Por isso, nada como atirar às costas largas do camarada Mário Lino.
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Também ontem, Santana Lopes – o ex-primeiro-ministro que ficará para a história pelas piores razões – pediu a ajuda de Deus para voltar a ganhar a capital. Com um ar sério, com uma postura pseudo-humilde e com o brilhozinho nos olhos fruto de uma missão que ele até não deseja, mas que lhe foi confiada por algum ser superior, o menino guerreiro diz que agora é que vai ser. Agora é que é. Enfim… O dia de ontem foi um tributo à amnésia na política.
(Imagem: Zazzle.co.uk)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jogadas

Nada como, em tempos eleitorais quentes, acusar a RTP de não dar a devida cobertura às suas posições, como o faz agora o PSD. Para além de se passar uma imagem de “injustiçado e indignado”, consegue-se sempre que a RTP, como reacção e para mostrar boa vontade, garanta cobertura extra aos próximos actos do partido em questão. Resulta sempre. É limpinho.
(Imagem: KMBZ)

Prémio Lemniscata (II)

O Activismo de Sofá recebeu novamente o Prémio Lemniscata. Desta vez foi-lhe atribuído pelo sempre pertinente Sérgio Bernardo d’A textura do Texto e pelo grande Aníbal Pires do Momentos. Muito agradeço esta distinção, sobretudo por vir de dois blogues que aprecio bastante. Como disse anteriormente, não costumo aderir muito a este tipo de iniciativas mas, quebrada a regra, o recurso a excepções torna-se irresistível.
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“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogues que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores”.
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Tendo o direito de premiar mais 7 blogues da praça, embora correndo o risco ingrato de não presentear outros tantos que muito aprecio, e tentando não atribuir o prémio a blogues que julgo já o terem recebido, aqui estão os meus felizes contemplados:
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