terça-feira, 29 de junho de 2010

A malta revolta-se, pá

Em Portugal, se há coisa com a qual a “malta a revolta-se, pá” é com introduções de portagens. É um facto. E quem viu ontem o Prós & Contras, ficou com a certeza de que o Governo não mediu bem a alhada política em que se meteu com este tipo de medida. Ou consegue de facto agarrar bem o PSD, ou então terá contestação cerrada nas ruas em tudo o que é concelho afectado. Ontem viu-se bem que não faltam autarcas mais do que dispostos a fazer da contestação a esta medida uma das suas importantes bandeiras para este Verão.
(Imagem: Urban Rules)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Promiscuidades e Porreirismos

Não acho que devam existir grandes fundamentalismos nos regimes de incompatibilidades após o exercício de funções públicas. Mas este caso do ex-assessor do Governo que saltou para a empresa pública que gere o sistema de portagens nas auto-estradas e que depois voltou a saltar para a empresa que vende os chips para as SCUTS é apenas um exemplo do muito que há a fazer neste domínio. Não só em termos de regulamentação, mas também a nível de reprovação pública deste tipo de comportamentos. É que já ninguém pode com tanto porreirismo.

Jogos de Mímica


Na impossibilidade (pelo menos para já) de apoiar explicitamente um candidato alternativo a Alegre, Soares utiliza agora estes jogos de mímica para apontar para Fernando Nobre. Enfim…

domingo, 27 de junho de 2010

Nova esplanada do Parque Eduardo VII

Lisboa é daquelas cidades cujas esplanadas nunca são demais. E a busca da nova esplanada que abriu e que ainda poucos conhecem constitui-se como hobby que torna a Primavera-Verão numa permanente caça ao tesouro.
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Hoje conheci a nova esplanada do Parque Eduardo VII. Abriu há cerca de 2 semanas e situa-se um terraço com vista para a Fontes Pereira de Melo. Não é uma esplanada ortodoxa dado que mesmo ao Domingo o ruído do transito é permanente. Mas possui uma boa vista, passa lá uma aragem agradável e espaço está bem conseguido (está melhor do que parece na fotografia acima). Um bom sítio para ir visitando com regularidade este Verão.
(Imagem: Cidadania Lx)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lufada de ar quê?!?

Tudo parece correr bem a Passos Coelho. Do estado de graça em que se encontra junto de opinion makers e comunicação social em geral, ao facto do seu partido estar unido por sentir a proximidade do poder, passando pela conjuntura recessiva que tem impulsionado que muitas das suas ideias de redução do peso do Estado e de diminuição da despesa pública estejam na ordem do dia, tudo joga a seu favor. Passos nem necessita de se esforçar muito. As passadeiras vermelhas estão a estender-se à sua frente. As sondagens têm simultaneamente demonstrado e contribuído para tal estado de graça, chegando-se a um ponto em que é quase certo que será o próximo primeiro-ministro e em que se adivinha o fim a médio ou mesmo a curto prazo da era Sócrates. Teremos assim mais um momento de alternância no poder.

Existem naturalmente custos associados à alternância democrática no poder: a suspensão das mais diversas políticas públicas em curso, o abrandamento de vastos sectores da administração do Estado durante semanas ou meses aguardando novas definições, a adaptação funcional do aparelho público ao novo poder (novas leis orgânicas, reorganização de organismos), entre outras. No entanto, os aspectos positivos da alternância, para além da demonstração de funcionamento do regime democrático, também não são de desprezar. Costumam agrupar-se na conhecida expressão “lufada de ar fresco”, que se materializa em dimensões de forma e conteúdo.

No que à forma diz respeito, um novo Governo significa normalmente novas caras, novas formas de posicionamento público, novos estilos de relacionamento com a comunicação social. A este respeito, adivinha-se que um primeiro-ministro Passos Coelho representará uma espécie de mudança na continuidade. A comunicação e a imagem continuarão a ser prioritárias, embora seja de esperar uma postura mais dócil e dialogante por aposição à arrogância que Sócrates alimentou como imagem de marca.

Relativamente ao conteúdo, um novo governo procura trazer novas ideias, novas prioridades, novos projectos. E é sobretudo aqui que a expressão “lufada de ar fresco” mais esmorece quando aplicada a Passos Coelho. Ele é flexibilização da legislação de trabalho, ele é aperto nas prestações sociais, ele é recuo do Estado em sectores como a Educação ou Saúde. Ele é, em suma, um liberal assumido que teve a felicidade de encontrar no presente contexto de crise um óptimo ambiente para passar uma série de ideias que em situações normais não seriam tão facilmente engolidas por vastas camadas da opinião pública. Neste sentido, até lhe deve ser agradecida alguma sinceridade: as suas cartas têm sido postas uma a uma em cima da mesa.

Se a era Sócrates significou retrocessos nos direitos sociais em diversos domínios, os anos de Passos prometem ser bem piores. Tendo como referência o desmantelamento do Estado-Providência que Sócrates por vezes esforça-se por disfarçar, o novo líder do PSD já demonstrou que fá-lo-á sem grandes parcimónias. Podemos de facto esperar verdadeiras lufadas de Passos Coelho, não haja dúvidas a este respeito… Mas certamente terão muito pouco de “ar fresco”.
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Artigo publicado hoje no Esquerda.net
(Imagem: Puta da Loucura)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quem disse que os estádios não estavam a ser aproveitados, hein?

Veja aqui os tesourinhos que o Estádio do Algarve tem para si. ;)

Por falar em “viver acima das nossas possibilidades”

Como é sabido, grande parte dos estádios construídos para o Euro são monumentos à mania das grandezas terceiro-mundista que tanto nos caracteriza. Só pegando em alguns exemplos, o Estádio do Algarve serve para lá se ir fazendo uns eventos giros, o de Aveiro nem se sabe bem para quê, ponderando-se inclusive se devia ser demolido dados os custos de manutenção que implica. O de Coimbra tem assistências médias aos jogos anedóticas. o mesmo se passando com o de Leiria.

No caso deste último, como se tal já não bastasse, soubemos ontem que o União de Leiria mudar-se-á para Torres Novas, onde passará a disputar todos os jogos. Os custos de utilização do estádio tornaram-se incomportáveis para a equipa, que conseguiu já um acordo com a Câmara de Torres. Lindo, não é? Se o estádio já nem serve para abrigar o União de Leiria, para que servirá no futuro? Pois, não faço ideia... Mas seria interessante perguntar ao poder político responsável pela construção de tantos estádios - vulgo PS e PSD - o que tem a dizer sobre esta coisa de “andarmos a viver acima das nossas possibilidades”.
(Imagem: Catedrais Desportivas)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Esquerda e Direita em Portugal

Bom artigo de Marina Costa Lobo dedicado à temática da esquerda e da direita em Portugal. Entre outros aspectos, e tentando também responder ao que Fernando Penim Redondo comenta a este respeito, sublinhava acima de tudo a fraca polarização política em Portugal, nomeadamente nos dois grandes partidos ao centro, como grande factor explicativo das tão ténues diferenças no posicionamento do eleitorado numa série de temáticas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Diz que é uma espécie de nonsense

No clima actual de “corta, corta, corta”, as portagens nas SCUTS até é dos assuntos que menos choca. Mas não deixa de ser curioso assistir às mesmas forças políticas que até hoje povoaram o país com SCUTS agora pregarem em tom acusatório o argumentário da moda: “andámos a viver acima das nossas possibilidades”. Nonsense do melhor que por aí se faz.

Oh não, Euribor...

A descida vertiginosa da Euribor nos últimos dois anos contrabalançou em muito os efeitos da crise na maioria das famílias. As que não foram afectadas pelo flagelo do desemprego até viram o seu orçamento familiar subir ligeiramente. Mas eis que o analgésico dá fortes sinais de ter chegado ao fim. A coisa vai começar a doer a sério para este sector da população que até agora tinha escapado por entre os pingos da chuva.
(Imagem: Euribor)

A velha questão da mobilidade urbana


Sobre o velho problema da mobilidade urbana, vale a pena perder um tempinho ler estes dois artigos que saíram no suplemento Cidades do Público no passado Domingo: "Bicicletas - O negócio vai de vento em popa, mas pedalar só ao fim-de-semana" e "Só com a regionalização se resolve o problema do transporte público - Entrevista Mário Alves". Ambos sublinham uma ideia que parece cada vez mais inultrapassável: as cidades não rimam com automóveis e apenas apostando na criação de obstáculos à circulação dos mesmos se conseguirá impulsionar outros meios de transporte.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Que bela "Kawazada"

Tudo corre bem a Passos Coelho

Do estado de graça em que se encontra junto de opinion makers e comunicação social em geral, ao facto do seu partido estar unido por sentir a proximidade do poder, passando pela conjuntura recessiva que tem impulsionado que muitas das suas ideias de redução do peso do Estado e de diminuição da despesa pública estejam na ordem do dia, tudo parece correr bem ao novo líder do PSD. Se a isto adicionarmos uma boa estratégia de comunicação que lhe tem permitido marcar a agenda com temas que a opinião pública aplaude (veja-se este exemplo), podemos dizer que Passos nem necessita de se esforçar muito. As passadeiras vermelhas têm-se estendido à sua frente.
(Imagem: Flickr Passos Coelho)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Jogos de Conveniências

Pacheco Pereira afirma preto no branco que Sócrates mentiu ao parlamento e que procurava controlar um órgão de comunicação social. Referiu inclusive há pouco na SIC Notícias que, caso a Comissão tivesse analisado as escutas, dificilmente o Governo se manteria em funções. São declarações inconvenientes para um Passos Coelho que já afastou a possibilidade de uma moção de censura, tal como prometera anteriormente. Não é este o momento certo para fazer cair o Governo e Passos sabe-o.

Esta situação é apenas mais um exemplo da conhecida dissonância do novo líder do PSD e Pacheco Pereira. Mas vendo bem, até é útil para o PSD esta duplicidade de posições neste caso em concreto. Passos Coelho fica assim com o papel de líder responsável que, sorte a sua, até tem um Pacheco Pereira para lhe fazer o trabalho um pouco mais sujo de lançar graves acusações contra o (ainda) primeiro-ministro.

José Saramago (1922-2010)

O mundo fica sempre mais pobre quando alguém parte. Mas ver partir alguém com a força, a verticalidade, a nobreza de carácter e que ofereceu tanto a tanta gente como José Saramago é particularmente triste.
(Imagem: Ebicuba)

Dar a volta ao resultado

Inaugurar o marcador
Há dois anos, o défice estava controlado em Portugal. Abaixo dos 3%, depois de fortes sacrificios. Veio a crise (parte I) e um grande esforço de investimento público para a atenuar. Os Estados endividaram-se para socorrer o sistema financeiro que se encontrava em colapso. Parecia o fim do neoliberalismo, o fim dos selváticos mercados desregulados. 1-0 para os defensores da regulação e de um maior papel do Estado na economia.

O Empate
Quase nada foi feito em termos de regulação. Eis então que os juros da dívida pública (que cresceu devido ao investimento estatal para atenuar o colapso dos mercados) começam a ser alvo de ataques especulativos, deixando diversas economias em situação deveras fragilizada. Paradoxalmente, em vez de prevalecer a crítica estrutural a tais ataques e à sua razão de ser, surge em força o discurso do “andamos a viver acima das nossas possibilidades” e da crítica à dívida pública (?!?). 1-1 para os defensores da desregulação e de um modelo económico de matriz neoliberal.
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A reviravolta
O discurso acima é então assumido de forma tão inquestionável por determinados líderes políticos, por instituições internacionais e pela comunicação social que a própria opinião pública quase o aceita serenamente. Ao ponto dos governos que há dois anos anunciaram o fim da desregulação e o regresso do Estado, assumirem agora como inevitabilidade o aperto do cinto e a cortar em todo o lado, com particular destaque nos salários e nas prestações sociais. Agora a palavra de ordem é que o Estado tem de recuar. 1-2 para os defensores da desregulação e de um modelo económico de matriz neoliberal.

A isto se chama uma verdadeira reviravolta no marcador. Um case study de como transformar uma situação desvantajosa numa oportunidade de ouro. Os defensores da desregulação e de um modelo económico de matriz neoliberal têm razões para andar muito felizes por estes dias.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O elefante nas lojas de porcelana

É conhecida a insistência de Marinho Pinto em incorporar o papel de elefante numa loja de porcelana. No fundo, faz o papel de bastonário que é tão “contra os interesses estabelecidos” que leva tudo à frente, perdendo a razão assim que começa a pronunciar a segunda frase.

Desta vez, após 90% de chumbos num exame de acesso aos estágios de advocacia, Marinho resolveu colocar as responsabilidades do sucedido na falta de preparação dos “bacharéis, que vêm baptizados de licenciados”. Lamentável. Comentários para quê?
(Imagem: Instante Fatal)

Quem será a próxima vítima?


Uma sondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença divulgada na passada sexta-feira colocou Pedro Passos Coeho à frente de José Sócrates nas intenções de voto. Embora a diferença seja tangencial, não é a primeira sondagem que o faz. Mas foi divulgado um dado ainda mais interessante: mais de metade dos inquiridos defende o fim da legislatura antes de 2012. É conhecido o efeito contaminador das sondagens na opinião pública: o sucesso que anunciam é o sucesso que acabam por construir e o fracasso previsto é o fracasso que ajudam a concretizar. As sondagens influenciam o eleitorado e, no momento presente, dão naturalmente a sua contribuição para o clima de fim de ciclo político que se faz sentir já em toda a comunicação social. O fim a médio ou mesmo a curto prazo da era Sócrates começa a ser uma certeza.

Ao mesmo tempo que no PSD sente-se já a tranquilidade de que o poder está próximo, no PS o pós-Sócrates começa a ser ponderado por muitos. Emerge assim o problema da sucessão depois de uma liderança forte, uma liderança que marcou tão vincadamente toda uma estrutura partidária. Tratam-se tipicamente de lideranças cujo sucesso, vitórias e momentos de glória oferecidos ao partido acabaram por queimar quase todas as alternativas em seu redor, tendendo a deixar o partido em pedaços após o seu abandono. A sucessão deste tipo de lideranças é, portanto, um problema estrutural para as respectivas organizações. O pós-Cavaco no PSD é apenas um exemplo de como tais sucessões são complicadas. Mas podemos até pegar em exemplos mais próximos. A longa travessia no deserto a que o PSD Açores foi sujeito após a saída de Mota Amaral ou a dificuldade manifesta de encontrar um sucessor de Carlos César no PS Açores demonstram bem essa crónica dificuldade das forças políticas após a saída de um líder marcante.

No caso do PS a nível nacional, alguns prováveis candidatos a sucessores de Sócrates aumentaram significativamente a sua actividade nos últimos tempos. António José Seguro e Paulo Pedroso, a título de exemplo, têm acentuado a sua demarcação da actual direcção socialista. E é provável que algumas figuras do círculo de Sócrates comecem também a posicionar-se. Mas existirão assim tantos interessados em querer ser a próxima vítima? É sabido que a probabilidade de uma sucessão bem sucedida no actual panorama é mínima. As lideranças fortes raramente preparam bem a sua sucessão, condenando quase irremediavelmente o seu partido a uma travessia do deserto após a sua saída.. Mas se assim é, se se trata de uma tendência mais do que conhecida que aliás figura em todos os manuais, porque não são tomadas medidas internamente para minimizar tal propensão? Será uma fatalidade?

Diversas respostas podem ser dadas a este respeito. Uma delas possui contornos evidentes: uma liderança que foi forte envolveu em seu torno as mais diversas sensibilidades, até as menos prováveis. Logo, a capacidade destas sensibilidades se desvincularem e partirem para a construção de uma alternativa é naturalmente complicada. Mas eis uma segunda explicação possível com contornos um pouco mais curiosos: estará a tal liderança forte interessada numa transição bem sucedida? É que se assim acontecer, a tal liderança forte deixará de o ser assim tanto uma vez que os feitos atribuidos ao grande líder afinal não dependiam assim tanto da sua pessoa. Para manter a sua grandeza, convém ao líder deixar o partido em cacos após a sua saída. Convém-lhe deixar a sensação de que é insubstituível, fazendo dos seus sucessores vítimas úteis. Maquiavelismo no seu estado mais puro.

Artigo publicado terça-feira no Açoriano Oriental

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Era interessante

Interessante seria Passos Coelho vir explicar às recepcionistas ou seguranças no meu trabalho, que trabalham em regime de precariedade sem conseguirem sair daí, porque é que uma ainda maior flexibilização do mercado de trabalho seria positivo para o país. Era interessante, era... Já agora, podia depois explicar-lhes também porque lhes está a sugerir que paguem a maior fatia da crise que não geraram. Dir-lhes-ia que andaram a viver acima das suas possibilidades, será?
(Imagem: Arrastão)
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PS: Desculpem o tom de manifesto desabafo deste post, mas o que se está a passar começa a tirar-me demasiadas vezes do sério.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Bora alimentar o vampiro?

Para culminar o discurso do “andamos a viver acima das nossas possibilidades”, nada como uma "revisãozinha" das leis laborais. Como se tal legislação fosse minimamente responsável pela actual crise...
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Mas vamos então recapitular. A crise de há dois anos surgiu devido à queda do subprime, aos hedge funds e outros activos tóxicos que demonstraram toda a fragilidade em que o sistema financeiro internacional assentava. A crise mais recente deveu-se a ataques especulativos a economias fragilizadas que possuíam uma apetitosa dívida pública. As economias entraram em colapso em ambas as situações, é um facto.

Posto isto, em vez de se apontarem baterias para as causas efectivas que nos fizeram chegar até aqui, convencem-nos que a solução passa por alimentar o sistema, mantendo-o mais satisfeito. É como se, em vez de caçarmos o vampiro que todos os dias ataca a aldeia e faz uma vítima, optássemos por lhe entregar uma vítima na esperança que ele assim se sinta satisfeito e nos perturbe menos. Não só não se acaba com o problema, como os custos para o remediar são absolutamente incomportáveis. Não faz sentido.
(Imagem: Fred Klonsky's Blog)