quinta-feira, 18 de junho de 2009

Problemas Técnicos


Desde ontem de manhã, o endereço activismodesofa.blogspot.com deixou de estar activo. Em browsers como o Firefox ou o Chrome, quem aceder ao referido endereço encontra uma mensagem de redireccionamento para o activismodesofa.net. No entanto, acedendo com o Internet Explorer encontra-se simplesmente uma mensagem de endereço não identificado. Tem sido este o caso de muitos leitores deste espaço, que assumem assim que o blog se encontra em baixo.

Já contactei o Blogger e dizem tratar-se de um problema geral que será resolvido a curto prazo. Até lá, os que ainda não o fizeram, aproveitem para actualizar o endereço activismodesofa.blogspot.com por activismodesofa.net. Obrigado.
(imagem: photobucket)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Aventar

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Só há pouco tempo tive conhecimento deste blog. O Aventar (http://www.aventar.eu/) é recente mas conta já com um grande ritmo de postagem. E se a quantidade impressiona, a qualidade não fica nada atrás. Conta entre os seus autores com alguns nomes conhecidos. Em suma, mais um espaço blogosférico que vale a pena acompanhar.

Deixai vir a mim as criancinhas


À tarde enfrenta uma moção de censura. E à noite terá uma entrevista na SIC Notícias. Ou muito me engano, ou os portugueses conhecerão hoje um novo Sócrates. Um Sócrates que, embora determinado, será mais humano. Que, embora persistente, demonstrará maior humildade. Que, embora convicto de um rumo, mostrar-se-á conciliador e compreensivo. Efeitos do 7 de Junho…
(Imagem: Sócrates 2009)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Efeitos do 7 de Junho (II)


Já é oficial. Mário Lino confirmou hoje que a decisão final sobre o TGV só será tomada na próxima legislatura. Uma inflexão de estratégia que só pode ser explicada pela derrota de 7 de Junho. O Ministro bem pode argumentar que não se trata de uma novidade uma vez que os prazos do procedimento não permitiriam que fosse de outra maneira. Mas, mesmo que assim seja, porquê só agora o PS se lembrou de sublinhar tal facto? Ah pois é...
(imagem retirada d' O Cobrador da Pérsia)

Balanço da Campanha na Web

O Luís Leiria, do Esquerda.net, faz hoje um balanço da campanha online do Bloco nestas últimas europeias. Vale a pena ler. Embora possa ser parcial ao afirmá-lo, também fiquei com a sensação que as restantes forças políticas apostaram muito pouco na Web 2.0 (twitter, facebook, youtube). Erro crasso. Veremos como este panorama evoluirá nos próximos meses. Sim, porque muito estranho será se não evoluir...

A campanha já começou


A esperada reunião da Comissão Política Nacional do PS aconteceu ontem. Como seria de esperar, dela não saíram mais do que os normais lugares comuns (o PS está unido; vai explicar as suas reformas ao país; com perseverança mas também com humildade; o país terá de decidir que primeiro-ministro quer ter – Sócrates ou Ferreira Leite; entre outros).

Há um ano atrás, nem nos seus piores sonhos os socialistas podiam imaginar o estado em que se encontram hoje. Continuam a pedir uma maioria absoluta, é certo. E até podiam pedir uma maioria de 2/3 porque sabem que, neste momento, a maioria simples já será uma grande vitória. Mas uma coisa parece certa: o tiro de partida já soou no Largo do Rato e a campanha já começou.
(imagem retirada daqui)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Efeitos do 7 de Junho?

Segundo hoje anunciou Mário Lino, o Governo cumprirá o calendário previsto para o TGV. Um projecto caro cuja viabilidade continua a dividir até a opinião especializada. Mas atenção: o Ministro das Obras Públicas está a demonstrar alguma cautela ao não revelar se adjudicará o troço em questão até às eleições.
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Uma coisa parece certa: avançar com o TGV neste momento seria um erro político para o PS. O PS não poderia esperar que o país não se escandalizasse em torno desta questão. Este eventual passo atrás dos socialistas parece demonstrar cautela. Eis os primeiros possíveis efeitos do 7 de Junho.
(imagem retirada daqui)

Diz que é uma espécie de Estado

Netanyahu admitiu um Estado palestino, o que foi considerado por muitos como algo histórico. E certamente o será, dado que veio de alguém da direita extremamente conservadora de Israel. Mas vejamos bem o tipo de Estado que Netanyahu admite:

O território dado aos palestinos será sem exército, sem controlo do espaço aéreo, sem entrada de armas, sem a possibilidade de se fazer alianças com o Irão ou com o Hezbollah.” Exigiu depois que se reconheça Israel como o país do povo judeu. Apelou, por fim, a que “recomecem imediatamente as discussões de paz sem condições”. Ora vejamos, primeiro impõem-se condições e depois exige-se que as discussões comecem sem condições (do outro lado, portanto). Brutal, não é?

Como é natural, não pretendo botar abaixo um discurso que representa uma evolução positiva. Estando em causa o conflito israelo-palestino, qualquer progresso é bem-vindo. Não haja qualquer dúvida a este respeito. No entanto, parece-me estranho que tantos foguetes estejam a ser lançados. Permitam-me uma analogia extrema: se nos nossos dias um racista convicto admitir que os seres de outras raças até têm alma, é um progresso sem dúvida, mas não serei capaz de o aplaudir.
(imagem retirada daqui)

domingo, 14 de junho de 2009

Elementar, não?

Após a derrota, Sócrates sublinhou que não inverteria o rumo. Muitos comentadores consideraram tal afirmação como mais um acto de arrogância do primeiro-ministro. Mas estavam à espera de quê? Que, após a derrota, Sócrates viesse a público dizer que “percebeu os sinais”, que “aprendeu a lição” e que se irá redimir?

Ó meus amigos, francamente. Mesmo que seja essa a intenção do primeiro-ministro, a última coisa que seria de esperar era que viesse a público “pedir perdão”. Este tipo de lições demonstram-se com actos. Proclamá-las seria um passo atrás em termos políticos pouco prudente.

Nos próximos dias saberemos a reacção de Sócrates à derrota sofrida através dos seus actos, através da postura que assumirá. Nunca o saberemos como resposta a questões do tipo: “Sr. Primeiro-Ministro, vai inverter o rumo?”.
(imagem retirada daqui)

sábado, 13 de junho de 2009

No mundo do Opus Dei

O i publica hoje uma entrevista ao líder do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo. Vale a pena a sua leitura, quanto mais não seja pelo carácter intrigante da mesma.

Mostrando-se uma pessoa inteligente, é formidável ver como o entrevistado consegue dar um ar doce a ideias tão profundamente conservadoras. Desde a negação do divórcio até ao elogio da capacidade das mulheres para cuidarem da familia e da casa, passando naturalmente pela relativização do preservativo e, como seria de esperar, a questão do casamento homossexual.

As ideias acima são expressas sempre rodeadas de conceitos brandos como o amor a Deus, a felicidade como dever, a pessoa humana, a moral, entre outros. Como é natural, a fé, as crenças e as concepções do mundo são actos livres que devem merecer o devido respeito. Mas é dificil não se ficar incomodado (assustado até) perante um meio com ideais tão profundamente conservadores.
(imagem retirada daqui)

O António que era muit’à frente


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Nos 25 anos da morte de António Variações, há que, no mínimo, tirar-lhe o chapéu pelo murro na mesa que a sua figura e a sua música representaram. Era muit’á frente, de facto. Ainda hoje o seria. Deixo o video acima e vale a pena dar uma vista de olhos neste artigo do i.

Quem ri por último...


A esperança durou pouco. Era bom demais para ser verdade. Ahmadinejad venceu com grande à vontade e o mundo terá de o aturar durante, pelo menos, mais 4 anos. Como se tal não bastasse, as notícias vindas Teerão são ainda mais preocupantes com a informação de confrontos e da eventual detenção de Moussavi (notícia ainda por confirmar).
(imagem retirada daqui)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

De olhos postos no Irão


Contrariamente ao que poderia ser esperado à partida, não é certo que Ahmadinejad vença as eleições iranianas. A primeira volta realiza-se hoje e grandes expectativas estão depositadas no moderado Mousavi. Como é evidente, qualquer solução séria que diminua o belicismo externo e o conservadorismo interno de Ahmadinejad será um progresso.
(imagem retirada daqui)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Quadratura da Roda

Bem ou mal, as noites televisivas de quinta-feira ficaram recheadas de comentário político. À já antiga Quadratura do Círculo juntou-se há uns meses para cá a Roda Livre com Villaverde Cabral, Púlido Valente e Rui Ramos. Inicialmente olhei para esta última com desconfiança. Mas, aos poucos e sem que desse por isso, assumiu o seu lugar. Actualmente as duas funcionam para mim como a primeira e a segunda parte de um mesmo programa de quinta à noite: chamo-lhe a Quadratura da Roda.

Mal Agradecidos


Paulo Portas declarou guerra às sondagens. Mas não percebo tamanho ódio. Afinal de contas, se as sondagens não se tivessem enganado com o CDS, este não teria tido qualquer alibi para festejar no domingo passado. Com esta questão das sondagens, até se conseguiu disfarçar ligeiramente o honroso 5º lugar. ;)
(Imagem retirada daqui)

Eu é mais bolos… E tu?


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O video acima exprime bem o que penso sobre a discussão em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo: If you don’t like gay marriage, don’t have one. Simples, não é? Uma máxima que exprime bem a liberdade, tolerância e individualismo (no sentido positivo) que deveriam pautar as sociedades democráticas dos nossos dias.

A Caça ao Recado


Sem dúvida que os discursos do Presidente nestas datas especiais sublinham assuntos que, apesar de batidos, são normalmente dignos de alguma reflexão. Mas qualquer reflexão, a existir, é rapidamente submersa pela caça ao recado, esse grande desporto jornalistico nacional.

É já uma tradição. Especulam-se segundas intenções no discurso, deduzem-se alvos, procuram-se insistentemente reacções e tá feito. É um espectáculo muito divertido, sem dúvida.
(imagem retirada daqui)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vai uma salva de palmas para Cavaco?


Como seria de esperar, Cavaco vetou a lei de financiamento dos partidos. Depois da contestação que a lei mereceu, estranho seria que a deixasse passar. Não encontro, portanto, grande razão para se aplaudir o gesto do PR.
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Acredito até que este veto constitui um alívio para os partidos (excepto o PCP, claro). Constitui uma oportunidade para se redimirem do disparate que fizeram passar e que até já se arrependeram. Cavaco, por seu turno, agradece que lhe continuem a enviar diplomas destes. Autênticas prendinhas. Assim lá vai aparecendo com os seus vetos que o país, algo ingenuamente na minha opinião, tende a glorificar.
(imagem retirada daqui)

Sobre a Derrota do PS nos Açores


Foi, sem dúvida, uma das grandes novidades da noite eleitoral. Perder nos Açores? A quase 8 pontos do PSD? Ainda por cima em 8 das 9 ilhas? Como foi possível?
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Diversos argumentos tornavam esta derrota pouco ou nada previsível. A tendência do eleitorado açoriano votar quase sempre de acordo com o partido no Governo Regional, a força do candidato socialista Luis Paulo Alves e o facto do PSD-Açores ter saído menorizado com a substituição do seu anterior eurodeputado faziam prever uma noite não muito complicada para os socialistas.
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Assim sendo, o que correu mal? Um prognóstico no fim do jogo pode apontar para as seguintes questões: 1) algum descontentamento do eleitorado açoriano com o Governo regional, mas sobretudo com o Governo nacional; 2) efeito da nova líder do PSD-Açores, Berta Cabral; 3) memória das posições de Vital Moreira quanto ao Estatuto do Açores e à Lei das Finanças Regionais; 4) pouco envolvimento de Carlos César em torno de Vital Moreira (retribuiu assim ao professor que lhe chamara “cacique” regional há uns meses atrás).
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Independentemente das explicações acima, importa reter mais este sinal de que o eleitorado açoriano está a ganhar alguma sofisticação. Começa a aplicar o seu voto de forma diferenciada consoante o acto eleitoral; começa a dar ao seu voto uma dimensão de protesto; os partidos fora do centro começam a existir. A crer nesta sofisticação progressiva, são sinais de que o eleitorado açoriano tenderá a apreciar a rotatividade no poder com maior frequência. Nomeadamente a nível regional.
(imagem retirada daqui)

Follow da líder, pá!


Fenómeno curioso da noite eleitoral, e que será interessantíssimo de acompanhar nos próximos dias/semanas, foi a saída do armário de muitos barões do partido e consequentes juras de fidelidade à líder. Os mesmos que, curiosamente e vá-se lá porquê, tinham andado muito tímidos e low profile nos últimos tempos. O cheiro a poder sempre fez milagres, sobretudo no PSD.
(imagem retirada daqui)