quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Do sentimento de Pop Start à elevação de estatuto do SMS
domingo, 19 de outubro de 2014
Run@Lx
Disclaimer: Não levei 1h46m a fazer o circuito. Levei um pouco menos ;)
Não era mal pensado, pois não?
sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
20%! 20%! 20%!
Vejo agora na televisão um responsável do PSD a sublinhar orgulhosamente que os funcionários públicos vão ter uma reposição de 20%! 20%! Sublinhou de forma orgulhosa Miguel Pinto Luz, líder da distrital de Lisboa do PSD e vice-presidente da CM de Cascais, num debate na RTP Informação.
Pois... Uma reposição de 20% do que lhes tem sido cortado. Ficam apenas a faltar os restantes 80%. É preciso ter lata.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Orçamento, Soundbytes e Desinformação.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
PT: A queda de um Gigante
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Cheias em Lisboa e a "Conjugação Única de Factores"
domingo, 12 de outubro de 2014
A Queda
Baze, Sr. Ministro!
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
E agora, António?
No entanto, as primárias permitem também que o partido ganhe muito espaço mediático, conquistando a atenção e o interesse da opinião pública. E terminando da forma como terminaram, com uma vitória clara e arrebatadora do candidato “challenger”, as primárias conseguem ser o primeiro passo de um processo em crescendo. No fundo, depois do candidato ganhar o partido, pode debruçar-se agora com força e legitimidade redobrada na conquista do país.
Neste contexto, a cerca de um ano das eleições, o percurso e o perfil de António Costa são uma clara mais-valia para o PS. Beneficando de uma invejável “boa imprensa” e capitalizando a notoriedade que a exposição mediática dos últimos anos lhe tem permitido, Costa fará com certeza mossa na atual maioria governamental. Por outro lado, sendo um político hábil e muito experimentado, o ainda presidente da Câmara de Lisboa não possui o desgaste que o seu antecessor detinha, muito menos que o seu oponente Passos Coelho possui. Chega aliás à arena política nacional com um significativo reconhecimento pela obra feita em Lisboa (independentemente de tal reconhecimento ser justo ou não).
Como se tudo acima não bastasse, Costa beneficia ainda do facto de estar associado à mudança, o que no contexto atual está longe de ser um detalhe. Depois de uma legislatura associada a um dos piores períodos da democracia portuguesa, onde a austeridade reinou e os Portugueses sentiram na pele e no bolso o mau ambiente económico atravessado pelo país, Costa surge como um virar de página. Enquanto recém-eleito líder do maior partido da oposição, representa a esperança de que o amanhã poderá ser melhor, sentimento que gera naturalmente grande empatia eleitoral.
António Costa tem toda uma conjuntura a seu favor para convencer progressivamente os Portugueses até às legislativas do próximo ano. Tem consigo o melhor do PS, não haja dúvidas a este respeito. Mas, como sempre acontece nestes momentos em que o cheiro a poder já se faz sentir, Costa tem também consigo o que o PS tem de pior. Basta pensar que todas as figuras do Socratismo estão com ele, nomeadamente aquelas que tantas dúvidas geraram. E mesmo fora do partido, Costa consegue ser consensual nos mais diversos setores, o que não é necessariamente uma coisa boa. Numa coisa Seguro tinha alguma razão: Costa tende a representar o sistema, uma vez que aquela classe de gente que tem a formidável capacidade de estar sempre ao lado de quem ganha, e que representa interesses diversos, é apoiante deste a primeira hora de António Costa.
Costa vai mobilizar muita gente ao centro e é o pior candidato que a atual maioria governamental poderia desejar. Uma boa notícia, portanto. Da minha parte, estou sobretudo interessado em ver como tentará mobilizar os setores à esquerda do PS. Sobretudo num cenário de fragmentação em que novos atores surgiram, preparando-se para reconfigurar já nas próximas legislativas o espaço da esquerda com representação parlamentar. Os próximos meses serão fundamentais para perceber a referida dinâmica.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
E você, sente-se taxista?
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Gostava que alguém algum dia me explicasse...
Justiceiros de Esquina
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Turistificação de Lisboa
Bom artigo na Pública deste domingo sobre o boom turístico que é observável à vista desarmada em Lisboa. O texto reflete bem as oportunidades que estão a surgir para a cidade, mas também os desafios que representa.
O crescimento do turísmo é bom, sem dúvida. O crescimento do turísmo sem planeamento, posicionado em segmentos de baixo valor do mercado e não preservando a cidade, e quem nela vive e trabalha, é evidentemente mau.
Guerra na Europa
Tivemos direito a pouca silly season durante este Verão. Entre uma série de acontecimentos nacionais e internacionais, a tensão e o conflito na Ucrânia fizeram-nos recordar que as bombas não estão apenas noutras paragens do Mundo. Em plena Europa, a tensão com uma grande potência externa – a Rússia – está em curso, numa escalada que continua a parecer-nos ainda inacreditável.
Para quem está no extremo ocidental da Europa, como é o caso de Portugal, a Ucrânia parece-nos algo ainda bastante remoto. Um país distante que associámos mais à esfera do Leste Europeu pós-soviético, do que propriamente à Europa da União Europeia com a qual já nos fomos aos poucos familiarizando. Um país longínquo com uma comunidade imigrante significativa em Portugal, que por vezes nos brinda com acontecimentos de grande instabilidade política, mas nada que nos tenha ainda tirado o sono.
No entanto, um olhar minimamente atento faz-nos perceber que a Ucrânia é não apenas um país que faz fronteira com diversos Estados-Membros europeus (Polónia, Eslováquia, Hungria e Roménia), mas é também um país sobre o qual há muito se especula uma eventual adesão futura à União Europeia. Os acordos de parceria comercial assinados no primeiro semestre deste ano demonstram essa proximidade, algo que tem naturalmente sido encarado com grande incómodo por Moscovo.
Importa sublinhar que o que agora se passa na Ucrânia não pode ser abordado de forma maniqueísta. Os separatistas pró-Rússia já demonstraram que estão longe ser “combatentes da liberdade”. Por seu turno, o Governo Ucraniano em funções tem um compromisso muito duvidoso com a liberdade e com a transparência. Um Governo que integra forças políticas com contornos bastante mafiosos, xenófobos e anti-democráticos. Neste sentido, o branqueamento que a União Europeia têm feito de tal facto coloca-a em terrenos bastante perigosos.
Mas o conflito que começa a assumir contornos de guerra no Leste da Ucrânia é muito mais do que algo preocupante. Para além de se tratar de um abalo na política futura de alargamento da União Europeia (algo não muito crítico, apesar de tudo), representa o mais sério aviso da Rússia à União Europeia das últimas décadas. Um aviso de que não vai continuar a tolerar a diminuição da sua esfera de influência e de que está disposta a entrar na “diplomacia armada” se e quando necessário. As reações de Putin ao anúncio de sanções da União Europeia, acenando com o facto da Rússia ser uma potência nuclear, entram já num novo patamar de bluff diplomático.
Se tivermos em conta que a Rússia possui fronteiras com cinco países da UE (Finlândia, Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia), que continua a ser pejorativamente conhecida pelos mesmos como o nosso “ grande vizinho de leste”, e de que é atualmente liderada por um louco nacionalista ao estilo dos velhos tempos, ficámos com a clara noção de que alguns fantasmas da Guerra Fria continuam a fazer sentido.
O conflito na Ucrânia pode já ser visto como o regresso da Guerra aos palcos europeus e deve levar a União Europeia a refletir melhor sobre o papel que tem e quer ter nos domínios da política externa. Alguns avisos à navegação podem já ser considerados. Por um lado, a União Europeia tem de ser muito mais exigente nos apoios internacionais que concede, sendo lamentável o abraço ao atual Governo Ucraniano. Por outro lado, eis mais um sério exemplo de que o grande projeto europeu necessita de ser melhor consolidado em termos políticos. Os receios de soluções federalistas têm resultado sempre numa Europa com várias cabeças, pouco eficiente e pouco democrática, nomeadamente no que à política externa diz respeito.
Artigo hoje publicado no Açoriano Oriental









