quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu não compraria um carro usado a Rangel

Continuam a sair notícias a sublinhar a forte possibilidade de Paulo Rangel ser candidato a líder do PSD, recebendo então o apoio de grande parte do baronato do partido. Até às europeias, Rangel demonstrou ter um perfil razoavelmente sério. No entanto, desde então tem-se desmultiplicado em posicionamentos e declarações que lhe atribuem um perfil bem mais mesquinho, desmesuradamente ambicioso e pouco credível até.

Parece ter respostas evidentes para tudo, anda demasiado à caça do sound bite e do protagonismo fácil, não hesitando em ser demagógico e pouco honesto sempre que tal lhe dê jeito. Se calhar até pode ser o perfil ganhador que o PSD tanto procura, mas parece-me (e sou suspeito, claro) que o país ganharia pouco em ter Rangel como contraponto a Sócrates.
(Imagem: Farinha Amparo)
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PS: Como facilmente se percebe, este post foi publicado ainda antes de Rangel anunciar a sua candidatura.

4 comentários:

Rui Lucas disse...

"Parece ter respostas evidentes para tudo, anda demasiado à caça do sound bite e do protagonismo fácil, não hesitando em ser demagógico e pouco honesto sempre que tal lhe dê jeito."

Parece o retrato de Francisco Louçã.

João Ricardo Vasconcelos disse...

:)Bom comentário, sim senhor. Não lhe vou responder porque é sobretudo uma questão de opinião/feeling pessoal. Seria um ping pong desnecessário, portanto.

Mas repare no seguinte: uma coisa é a concordância política, outra é a confiança que uma personalidade política inspira. Ou seja, podia perfeitamente discordar de Paulo Rangel e responder positivamente à pergunta do carro usado. Fá-lo-ia, por exemplo, no caso de Ferreira Leite. Mas não é esse o caso com Rangel e foi isso que quis transmitir no post.

Atena disse...

Pois seja feeling pessoal ou não, deixem lá estar quem está que isto de mudar, por mudar, ou mudar para pior, deve ter os seus custos!

RD disse...

Eu compro esse carro, dou para retoma o que me leva e ainda deixo gorjeta de alívio.