segunda-feira, 2 de março de 2009

A Espiritualidade Anti-Off-Shore

Procurar benefícios efectivos dos off-shores é uma tarefa complicadíssima. Para que servem afinal este tipo de praças? Constituem-se como mecanismos institucionalizados de fuga ao fisco. E ainda há quem procure ver tudo isto com normalidade.

Teixeira dos Santos fez o seu papel em Bruxelas, defendendo o fim deste tipo de mecanismos. No entanto, caiu na contradição de considerar o off-shore da Madeira como algo menor e inofensivo. No fundo, utilizou uma das formas previsíveis de fugir à pergunta que se colocava de seguida: “Se são maus, porque não acabar desde já com o da Madeira?”

Não é difícil um qualquer ministro das finanças ser “espiritualmente” ou "por princípio" contra os off-shores. Todos sê-lo-ão certamente. E com certeza que ninguém esperava que Teixeira dos Santos anunciasse este fim-de-semana o encerramento do off-shore da Madeira.
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Mas se quer ser consequente com a sua oposição, deverá defendê-la em permanência junto do Ecofin ou outras instâncias internacionais, por exemplo. Caso contrário, poupe-nos a partilha da sua espiritualidade...

4 comentários:

Carlos Santos disse...

Apesar de tudo há os que são consequentes mas mais perigosos. Os chamados neoliberais que querem arrasar a indústria europeia. E eu insurjo-me contra insurgentes por aqui: http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/as-falacias-neoliberais-proposito-de.html

Joaquim Teixeira disse...

Quando li a noticia pensei que fosse piada.
É sem duvida uma falta de coerência defender o fim dos off-shores e não
defender vincadamente também o fim do da Madeira.
Espero que para breve este assunto seja resolvido. talvez já em Abril.

samuel disse...

O nosso é pequenino...

Carlos Santos disse...

E luta contra o ideário neoliberal continua a travar-se: http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/insistencia-nas-falacias-do.html