quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Tratado de Lisboa: Portugal à Grande

O tratado foi assinado há pouco. Um momento histórico memorável, sem dúvida. Um passo importante para a UE foi dado, não devendo de todo desmerecer consideração. Quanto ao papel de Portugal, fico na dúvida se devemos qualificá-lo de “em grande” ou “à grande”. Se calhar ambos…

A Portugal foi concedida a magnifica oportunidade de ser o anfitrião da assinatura do Tratado. E não desperdiçamos. Correu bem. Foi uma vitória da presidência portuguesa e foi uma vitória de Sócrates. A vitória política alcançada poderá ter alguns reflexos internamente, embora a parte mais substantiva reflectir-se-á sobretudo a nível a Europeu. Mas importa também sublinhar o quanto Portugal responde bem a este tipo de responsabilidades que lhes são confiadas. Politicamente somos razoáveis/bons, mas é em questões de logística, protocolo e espectáculo que mais nos distinguimos.

Quem hoje assistiu pela televisão a todo a logística do evento, desde cenários, questões de protocolo, mega-ecrãs por detrás da mesa de assinatura do tratado, música ambiente a empolar momento, a Dulce Pontes a cantar eufórica para encerrar a cerimónia, percebe bem que neste tipo de questões somos os maiores. Somos experts a organizar eventos. Preparamos cimeiras magníficas, congressos extraordinários, exposições inesquecíveis… Nestes aspectos, quase ninguém nos bate. Connosco, é sempre tudo à grande!

Normalmente são os países menos desenvolvidos que se distinguem neste ramo de expertise. Seremos uma excepção?

3 comentários:

Umbelina Pimenta disse...

Não, somos mesmo menos desenvolvidos
e por isso megalómanos.

Costa disse...

Nestes domínios, disputamos os primeiros lugares com a Arábia Saudita, Dubai, China, Coreia do Norte, entre outros grandes do aparato mundial.

samuel disse...

Devíamos dedicar-nos exclusivamente à organização de eventos. Cimeiras, torneios disto e daquilo, campeonatos de aqueloutro...